Feliz ano novo e adeus 2020! Veja a retrospectiva do que rolou de janeiro a junho

Redação


2020 finalmente acabou. A felicidade é imensa em saber que 2021 se inicia após o ano marcado pela pandemia. Foram várias tragédias, não somente causadas pelo coronavírus, muitas movimentações no governo Jair Bolsonaro. Confira a retrospectiva de tudo de mais importante aconteceu neste ano!

JANEIRO: 3ª GUERRA MUNDIAL, AUSTRÁLIA EM CHAMAS, KOBE E BREXIT

2020 começou com um pacote de incertezas no cenário político internacional. O risco da Terceira Guerra Mundial, entre Estados Unidos e Irã, foi iminente. O presidente Donald Trump ordenou uma ofensiva em Bagdá, no Iraque, que terminou com a morte de um dos generais iranianos mais poderosos, Qasem Soleimani.

Na Austrália, o ano começou com incêndios florestais devastadores. Um estudo, ainda em janeiro, estimou que 480 milhões de animais morreram devido às queimadas. A NASA publicou imagem de satélite da Ilha Kangaroo e mostrou que 155 mil hectares foram destruídos pelo fogo. Só na ilha, estimasse que metade da população de coalas morreu.

No Brasil, o ano começou com mortes causadas por cervejas da Backer, em Belo Horizonte. O Ministério da Agricultura identificou oito marcas contaminadas. Em junho, 11 pessoas viriam a ser indiciadas por homicídio e, em julho, morreu a décima vítima por conta da cerveja.

No dia 26 de janeiro, uma das maiores estrelas da história do basquete morreu. Kobe Bryant, astro dos Los Angeles Lakers e da seleção norte-americana, faleceu ao lado da filha Gianna, de 12 anos, em um acidente de helicóptero.

Já no último dia do primeiro mês de 2020, o Reino Unido deixou oficialmente a União Europeia e celebrou o Brexit. No início do mês, o príncipe Harry e Meghan já tinham deixado a família real.

FEVEREIRO: OSCAR, CARNAVAL, REGINA DUARTE E A CHEGADA DO CORONAVÍRUS

O mês de fevereiro foi o verdadeiro início da pandemia no mundo e os últimos grandes eventos aconteceram.

O Oscar, realizado no dia 9 de fevereiro, consagrou “Parasita” como melhor filme. Joaquin Phoenix, que estrelou o “Coringa”, venceu o prêmio de melhor ator enquanto Renée Zellweger, que protagonizou “Judy: Muito Além do Arco-Íris”, levou a estatueta de melhor atriz. Relembre todos os vencedores.

Já no Carnaval, a folia rolou solta. No Rio de Janeiro, a Viradouro encerrou jejum de 23 anos e se sagrou campeã. Já em São Paulo, a escola campeã foi a Águia de Ouro.

Contudo, no dia 26, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus no país. Um homem de 61 anos que tinha viajado para a Itália e voltou ao Brasil em voo que saiu de Paris.

Por fim, no dia 28, a atriz Regina Duarte rescindiu o contrato de mais de 50 anos com a Rede Globo. Ela estava cotada pelo governo federal e iria assumir a Secretaria Especial de Cultura. O cargo ficou em aberto após a exoneração de Roberto Alvim, que protagonizou um vídeo com elementos nazistas no mês anterior.

MARÇO: CHOQUE DA PANDEMIA, BOLSONARO E “FENÔMENO BBB”

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Presidente Jair Bolsonaro falou que não se preocupava com covid-19. (Marcos Corrêa/PR)

No dia 11 de março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) oficializou: o mundo estava em pandemia de covid-19. Naquele dia, eram registrados 118 mil casos em 114 países e 4.291 pessoas já tinham perdido a vida.

No Paraná, a UFPR (Universidade Federal do Paraná) foi pioneira em suspender as aulas presenciais. A decisão foi tomada no dia seguinte pela prefeitura de Curitiba e pelo governo do Paraná, que também proibiu eventos com mais de 50 pessoas e idas aos cinemas, teatros e bibliotecas.

Na Itália, as imagens de caixões sendo transportados em caminhões militares comoveram o mundo.

O  presidente Jair Bolsonaro fez pronunciamentos que gerou panelaços em todo o país, incluindo Curitiba. Ele reforçava a ideia que a covid-19 seria uma “gripezinha e que foi criada uma histeria por causa da doença. Além disso, declarou que tinha “histórico de atleta“.

Já em uma decisão sem precedentes na história, os Jogos Olímpicos de Tóquio foram adiados por causa da pandemia.

Por fim, o BBB (Big Brother Brasil) tomou conta do Brasil como nunca antes. O efeito foi causado pela pandemia e gerou recordes ao programa em 2020. A população adotou o reality show devido a paralisação das novelas e do futebol. As pessoas passaram a vibrar em cada prova, com panelaços e comemorações nas sacadas dos apartamentos. No fim do mês, o paredão entre Manu Gavassi e Felipe Prior parou o país. Foram mais de 1,5 bilhão de votos, com direito a informações no Jornal Nacional.

ABRIL: DEMISSÕES DE MANDETTA E MORO E MORTES DE ARTISTAS

No Brasil, os governos começaram a elaborar estratégias durante a pandemia. O programa do auxílio emergencial foi lançado e a população (veja quem teve o direito) passou a sacar os R$ 600 no fim do mês. Além disso, diversos municípios e estados passaram a tornar obrigatório o uso de máscaras, que já vinha sendo recomendado como medida eficaz na prevenção da covid-19.

Na metade do mês, dois dos maiores artistas do país morreram. O cantor e compositor Moraes Moreira, aos 72 anos, foi encontrado morto após um infarto. Quem sofreu o mesmo foi o escritor mineiro Rubem Fonseca, vencedor do Prêmio Camões de literatura. Ele faleceu aos 94 anos.

Foi na metade de abril que Luiz Henrique Mandetta, então ministro da Saúde, foi demitido. A exoneração havia sido impedida por ministros da ala militar na semana anterior, mas ficou insustentável após entrevista à Rede Globo. Mande disse que a população “não sabia se escutava o ministro ou o presidente”. Além disso, ele também fez uma crítica direta sobre a postura “equivocada” do presidente durante a pandemia. Nelson Teich foi escolhido para assumir a pasta.

O governo federal sofreu o principal baque de 2020 na sequência. Sergio Moro, então ministro da Justiça e Segurança Pública, anunciou demissão atirando contra Bolsonaro. Além de falar que o presidente tentou interferir na PF (Polícia Federal), o ex-juiz da Lava Jato falou que o presidente não cumpriu com a palavra de ter carta branca na pasta. Bolsonaro rebateu e disse que Moro tinha pedido indicação ao STF (Supremo Tribunal Federal).

MAIO: VÍDEO DOS MINISTROS, SAÍDA DE REGINA DUARTE E MORTE DE GEORGE FLOYD

Fatídica reunião interministerial do dia 22 de abril. (Marcos Corrêa/PR)

O quinto mês de 2020 seguiu quente no governo federal. Em Curitiba, Moro prestou depoimento na PF por mais de 11 horas e apresentou novos elementos no caso que investiga Bolsonaro. Em declarações públicas, o presidente seguiu rebatendo o ex-ministro.

Contudo, o principal problema na imagem do governo foi a liberação do vídeo da reunião interministerial do governo Bolsonaro, realizado no dia 22 de abril, no Palácio de Abril. O registro se tornou público com autorização do ministro Celso de Mello, do STF.

No vídeo, três ministros chamaram a atenção. Abraham Weintraub, então ministro da Educação, afirmou que os ministros do Supremo deveriam ser presos e os classificou como vagabundos. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que era preciso aproveitar a cobertura da imprensa ao coronavírus para “passar a boiada” na mudança de regras de proteção ambiental e normas da agricultura. Por fim, a ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, defendeu a prisão de governadores e prefeitos que determinassem prisões de pessoas que furem isolamento nas ruas.

Para completar, Nelson Teich pediu demissão do Ministério da Saúde. Ele deixou o cargo após 29 dias por conta de discordâncias com Bolsonaro sobre a pandemia. O principal embate foi que o presidente exigia a recomendação do uso da cloroquina, remédio que não tem eficiência comprovada contra a covid-19. Outro episódio marcante foi a surpresa de Teich ao saber, durante uma coletiva de imprens, que Bolsonaro tinha assinado um decreto que classificava as academias e barbearias como serviços essenciais. “Saiu hoje?”, questionou ele aos jornalistas.

Outra saída foi da atriz Regina Duarte. Ela teve uma espécie de “fritura” no governo e deixou o cargo de secretária da Cultura. A passagem dela no governo Bolsonaro foi marcada por uma entrevista à CNN na qual relativizou a ditadura militar  e chegou a cantar a marchinha “Pra Frente Brasil”. Além disso, ainda disse que a Secretaria “não é obituário” após ser questionada sobre o silêncio da pasta em relação às mortes de artistas brasileiros.

Inclusive, dois grandes nomes deixaram o país em luto. O escritor e compositor Aldir Blanc morreu por complicações da covid-19 após ficar mais de duas semanas internado na UTI. Já o ator Flávio Migliaccio, aos 85 anos, foi encontrado morto em um sítio no Rio de Janeiro. O filho do artista classificou a morte de Flávio como um protesto em relação ao mundo.

George Floyd foi brutalmente assassinado em Minnesota, nos Estados Unidos, e mudou o comportamento do mundo em 2020. O homem negro de 40 anos morreu sufocado após ficar mais de oito minutos com o pescoço preso pelo joelho de um policial branco. O vídeo de George falando “não consigo respirar” ganhou o mundo e iniciou uma série de protestos contra o racismo.

RETROSPECTIVA 2020: VIDAS NEGRAS IMPORTAM E O INÍCIO DO PICO DA COVID-19

A morte de George Floyd fez com que o debate sobre o racismo tomasse conta do mundo, de Sydney, na Austrália, a Paris, na França. Nos EUA, foram mais de 10 dias seguidos de protestos, com alguns episódios de violência. Em Washington, milhares de pessoas gritaram “não consigo respirar” e “mãos para cima, não atire” em uma manifestação no Lincoln Memorial antes de uma marcha até a Casa Branca.

A frase Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) foi ouvida como nunca antes. O piloto Lewis Hamilton, heptacampeão da Fórmula 1, foi um dos principais ativistas do movimento.

No dia 16, Abraham Weintraub saiu do governo Bolsonaro. Ele foi para os Estados Unidos, onde assumiu um cargo de diretor no Banco Mundial. A exoneração não agradou Bolsonaro, mas era insustentável pela pressão política do “centrão” e também do Supremo, que o manteve no inquérito das fake news após a declaração da reunião interministerial.

A pandemia do coronavírus ganhou força em junho, iniciando o pico da doença em 2020. O mês teve a maior média de mortes diárias do país até então. Naquela época, já eram mais de 1,4 milhão de infectados e 1.207 mortes por covid-19.

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