Secretário diz que não descarta relação de fugas no Paraná com ações do crime organizado em presídios do país

Roger Pereira


Com Narley Resende 

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, afirmou, na tarde deste domingo que pode haver relação entre a fuga de 26 presos do Complexo Penitenciário de Piraquara com as rebeliões e assassinatos de presos em outros presídios do país, como ocorridos no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte. Segundo o secretário, o perfil dos presos da unidade de segurança máxima de Piraquara indica a possível relação.

“É Cedo para dizer que não há relação com a onde de crimes nos presídios nacionais, principalmente do Norte do país. Pode haver sim. Aqui é uma unidade que estão custodiados majoritariamente faccionados. E está claro que foi uma ação orquestrada, do crime organizado, pela estrutura montada e o poder de fogo dos criminosos que deram apoio à fuga na parte externa”, disse o secretário.

Segundo Mesquita, foi uma ação muito ousada, preparada e estudada por bastante tempo. “Havia um posto de observação montado no meio do mato, com barraca, com alimentação, a gente não sabe quanto tempo o pessoal estava ali de campana. Tem muito estojo abandonado no matagal. Foi uma intensa troca de tiros para dar suporte para a fuga. Então, com certeza, foi uma ação do crime organizado”, disse. “Contou com armamento pesado. Fuzil 762, fuzil 556, calibre 9mm colete balístico, mas que a polícia, numa ação muito rápida, muito eficiente conseguiu frustrar. Houve a evasão de alguns, mas, pelo tamanho da operação montada, poderiam ter evadido todos do bloco”, avaliou. Todos os fugitivos estavam detidos na 5ª galeria B da unidade.

Segundo informações oficiais da Secretaria de Segurança Pública, 28 presos conseguiram fugir da penitenciária, mas dois foram mortos na troca de tiros com a polícia.

Alerta máximo

o Diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura afirmou que solicitou o reforço da segurança externa em todas as unidades prisionais do estado, bem como determinou a suspensão de todas as atividades não essenciais, como visitas, saídas para estudo e trabalho, por exemplo. “Só estão mantidas as atividades de alimentação, atendimento médico e atendimento jurídico, por tempo indeterminado, até que seja feita uma varredura completa em todas as unidades do estado para a busca de materiais como celulares e objetos que possam servir como armas”, disse.

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Repórter do Paraná Portal
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