Semana Santa: saiba o que deve ser visto no pescado para a compra

O pescado apresenta diferentes aspectos para compra: fresco, congelado, salgado, enlatado e em conserva. Para cada um deles, há uma orientação específica.

Johan Gaissler - 13 de abril de 2022, 13:58

(Foto: Albari Rosa/SESA)
(Foto: Albari Rosa/SESA)

Durante a Semana Santa, a venda e o consumo de pescados aumentam. Por isso, deve se ter atenção às melhores condições para a compra desse tipo de proteína. Confira na sequência o que deve ser visto. 

As orientações são do Ipem-PR (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná) e da Vigilância Sanitária do estado. 

O pescado apresenta diferentes aspectos para compra: fresco, congelado, salgado, enlatado e em conserva. Para cada um deles, há uma orientação específica.

Fresco

  • Refrigeração entre -2°C e 2°C
  • Conservação feita com gelo ou por meio de balcões refrigerados
  • Superfície do corpo limpa, úmida, com brilho metálico, sem qualquer tipo de pigmentação estranha
  • Escamas firmes e bem aderidas à pele
  • Olhos brilhantes e convexos
  • Guelras com coloração que varia de rosa a vermelho intenso, úmidas, brilhantes e sem viscosidade
  • Musculatura e abdômen firmes
  • Odor próprio, caraterístico da espécie

Congelado

  • Temperaturas de -25°C e -15° C
  • Exposição em freezers limpos, higienizados e organizados, sem poças d'água
  • Rótulo com tipo, ingredientes, origem, peso líquido, data de embalagem, lote e prazo de validade, forma de conservação e informação nutricional
  • Embalagem com os selos do serviço de inspeção federal (SIF), estadual (SIE) ou municipal (SIM)

Salgado

  • Deve estar armazenado em local limpo e sem a presença de poeiras e insetos
  • Verificar se há sinais de mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas na superfície, limosidade, amolecimento ou odor desagradável.

Enlatado

  • Observar a integridade da lata
  • Caso haja enferrujamento ou estufamento, o produto está comprometido e pode prejudicar a saúde

Em conserva

  • Armazenamento em ambientes esterilizados
  • Em caso de frascos de vidro, verificar se o líquido está turvo
  • Tampas não devem estar enferrujadas nem amassadas, pois é sinal de deterioração do produto

O consumo de peixes deteriorados pode ocasionar sintomas gastrointestinais leves ou graves, que variam de acordo com a presença de microrganismos patogênicos ou das toxinas que eles produzem.

“Caso ocorra isso, os sintomas mais comuns são: náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreias. Em quadros mais severos, esse consumo pode levar a uma intoxicação grave, por isso é muito importante estar atento à conservação adequada desses alimentos”, explica Luciane Otaviano de Lima, coordenadora da Vigilância Sanitária do estado.