Setembro Amarelo: Suicídios são evitáveis; Saiba quais são os sinais e como prevenir

Ana Cláudia Freire

O estigma em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que pensam em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam. Para cada morte por suicídio existem de 20  a 40 tentativas de tirar a própria vida.
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Criado em 2015, o Setembro Amarelo chega a sua 5ª edição com intuito de prevenir o suicídio no Brasil e no mundo. O suicídio é responsável por 800 mil mortes, todos os anos no planeta. Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde) é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem impacto direto nos quadros de doenças mentais, por conta do isolamento social e do medo da doença em si. Portanto, no mês de prevenção ao suicídio é importante que todos tenham acesso à informação clara sobre a manutenção da saúde mental.

Em 2019, OMS apontou que o ano de 2020 seria o ano em que a depressão seria a doença mais incapacitante do mundo. Portanto, manter em dia a saúde mental em tempos de tantas restrições, medos e incertezas é um verdadeiro desafio para a população em geral.

É PRECISO CUIDAR DA SAÚDE MENTAL 

Para o presidente da APPSIQ (Associação Paranaense de Psiquiatria), Dr. Júlio César Nogueira Dutra, o mês de setembro representa a concentração de forças do trabalho de todo o ano. “Quase 100% dos casos de suicídios estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar a depressão, em segundo o transtorno bipolar e depois o abuso de substâncias. É pensando dessa forma que a APPSIQ visa levar informação à comunidade para que todos possa falar mais e observar mais as pessoas a sua volta, para que nós possamos juntos combater e prevenir o suicídio”, explica o especialista.

Pensando nisso e no compartilhamento de informações sobre os aspectos da pandemia, a APPSIQ e o CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná),  farão a palestra  “O que sabemos sobre o impacto da pandemia na saúde mental?“,  na próxima quinta-feira (3).

A palestra faz parte da programação “#Setembro Amarelo” e tem por finalidade ajudar médicos e público em geral com informações que podem ser uma ferramenta de prevenção ao suicídio.
A iniciativa faz parte do Projeto de Educação Médica Continuada do CRM-PR, em parceria com a Comissão de Saúde do Médico em conjunto com a APPSIQ.

Para mais informações sobre como participar da palestra acesse aqui.

SUICÍDIOS SÃO EVITÁVEIS! CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA INCENTIVA A CONVERSA COMO PREVENÇÃO 

Ainda conforme a OMS os suicídios são evitáveis e precisam ser prevenidos.  O estigma em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que pensam em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam. Para cada morte por suicídio existem de 20  a 40 tentativas de tirar a própria vida.

Sensibilizar a comunidade e quebrar o tabu são ações importantes aos países para alcançar progressos na prevenção do suicídio. Pensando nisso o CVV (Centro de Valorização da Vida) aposta que a informação clara e objetiva é fundamental para a promoção da saúde mental. Em sua campanha de 2020 o CCV aponta que “Falar é essencial. Escutar também. E se não estiver tudo bem, é preciso buscar ajuda. Se quiser conversar sobre seus sentimentos, acesse cvv.org.br“.

CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (basta discar 188), email e chat 24 horas todos os dias.

Para mais informações sobre o mês de prevenção ao suicídio basta acessar o site oficial do Setembro Amarelo.

VEJA QUAIS SÃO OS SINAIS DE ALERTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE 

Sinais de alerta – Prevenção do suicídio

Suicídio: sinais de alerta para saber agir e prevenir

Os sinais de alerta descritos abaixo não devem ser considerados isoladamente. Não há uma “receita” para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo

O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas

Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.

Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança

As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos

Expressão de ideias ou de intenções suicidas

Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:
“Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”

(Fonte: Ministério da Saúde)

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal