“Sociedade paga muito para alojar presos”, diz novo presidente do TCE-PR

Andreza Rossini


Antes mesmo de tomar posse como presidente do Tribunal de Contas do Estado, Durval Amaral anunciou a primeira medida de sua gestão: uma auditoria no sistema prisional paranaense, para saber se o dinheiro empregado na custódia de presos está sendo bem gasto. O conselheiro revelou que cada um dos cerca de 20 mil presos do Paraná custa, ao Estado, R$ 35 mil ao ano. São 700 milhões ao ano, fora o custo com os presos nas delegacias, cita.

“Primeiro nós vamos compor uma equipe técnica, altamente qualificada, para levantar todos os dados, todas as informações, não só financeiros e contábeis. E, logo, após isso definirá um escopo da auditoria no setor. Queremos levantar toda a condição física dos presídios, a demanda que se tem no Paraná e tratar da questão da humanidade nestes presos e focar na ressocialização, ver se esses 700 milhões estão sendo aplicados de forma que traga resultados efetivos para a sociedade”.

Durval Amaral explicou que a auditoria do TCE fiscalizará os gastos nas penitenciárias não só no quesito construção mas também na área humana, identificando quanto do recurso é direcionado ara a construção de prédios escolas e prédios indústrias. “O sistema penitenciário não pode ser apenas um depósito de pessoas. Os presos têm que ser ressocializados”, disse. “Temos uma calamidade nos presídios brasileiros”, acrescentou.

Para o novo presidente do TCE, a sociedade exauriu sua capacidade contributiva. “Temos que cobrar a eficiência no gasto. A sociedade tem o direito de querer que esses cidadãos saiam da penitenciária não com uma pós-graduação na escola do crime, mas ressocializados, com condições de voltar ao mercado de trabalho e de não voltarem a delinquir”.

 

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