Supermercados recolhem produtos de três frigoríficos investigados na Carne Fraca

Mariana Ohde


Com CBN Curitiba

Os supermercados paranaenses devem recolher todos os produtos de três frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca: Souza Ramos, Transmeat e Peccin. A determinação é da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

O Procon-PR já notificou a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) para que oriente os mercados a recolherem os produtos.

A medida também vale para as carnes que já foram vendidas aos consumidores. Por isso, os próprios frigoríficos têm um prazo para apresentar as informações sobre a troca de produtos ou a devolução de valores.

Segundo a diretora do Procon-PR, Claudia Silvano, no momento da compra, os consumidores devem perguntar a procedência das carnes e recusar os produtos dos três frigoríficos. “Se forem a um estabelecimento comprar carne, frango ou embutidos, exijam informações sobre a procedência desses produtos. Se constaram que a procedência é de um dos três frigoríficos que foram objetos de notificação pela Secretaria Nacional do Consumidor recusem a compra. Isso que o consumidor tem que fazer por hora”, afirma.

De acordo com Claudia Silvano, os consumidores que já compraram os alimentos devem esperar para receber mais informações sobre como será realizado o recall, procedimento previsto no Código de Defesa do Consumidor com caráter preventivo – o objetivo é evitar que a saúde dos consumidores seja afetada. “O consumidor não precisa entrar em pânico. Ele tem que ter cuidado como sempre”, tranquiliza.

Irregularidades

Após as auditorias realizadas pelo Ministério da Agricultura (Mapa) ficou constatado que a empresa Souza Ramos, localizada em Colombo, não detém controle dos processos relacionados à formulação e rastreabilidade dos produtos. O frigorífico também não teria garantias da qualidade das carnes, fato que levou à interdição.

Segundo a Secretaria do Consumidor, a Transmeat, empresa de Balsa Nova, também não tem controle dos processos referentes à rastreabilidade.

Já em relação à Peccin, em Curitiba, o Ministério destacou a “suspeita de risco à saúde pública ou adulteração de produtos”.

A Senacon explicou que o recolhimento dos produtos foi definido após auditorias com base no Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal.

Direitos

Em nota, o Procon repudiou a conduta das empresas investigadas e aconselhou os consumidores a exigirem seus direitos. “Caso a troca ou devolução dos valores não ocorram espontaneamente, os consumidores deverão procurar o Procon-PR para formalizar a sua reclamação”.

Leia a nota na íntegra:

Em razão da divulgação da operação “Carne Fraca” divulgada na última sexta feira, a Associação Brasileira de Procons – Proconsbrasil e os Procons de todo o país vem a público mostrar o seu repúdio em relação à conduta das empresas investigadas e orientar os consumidores quanto aos seus direitos na compra dos produtos das marcas citadas na investigação.

Em face do noticiado, os procons intensificaram ainda mais a sua fiscalização e orientam os consumidores a ficarem atentos no momento da compra, denunciando aos órgãos de defesa do consumidor caso encontrem alguma irregularidade.

Segundo Claudia Silvano, diretora do Procon-PR, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, “neste primeiro momento os consumidores devem aguardar a divulgação de quais os lotes e em quais produtos foram encontradas irregularidades”.

Assim que tais informações forem disponibilizadas, os consumidores poderão ter a devolução dos valores pagos pelos mesmos – se pertencentes aos lotes com irregularidades ou a troca dos produtos por outros em condições adequadas para o consumo, avalia Claudia.

Caso a troca ou devolução dos valores não ocorram espontaneamente, os consumidores deverão procurar o Procon-PR para formalizar a sua reclamação.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal