UFMG pede autorização para teste em humanos na criação de vacina contra Covid-19

Gustavo Fioratti - Folhapress

UFMG pede autorização para teste em humanos na criação de vacina contra Covid-19

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pediu autorização à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar testes em humanos da vacina SpiN-TEC, contra a Covid-19. A informação foi divulgada em nota do órgão subordinado ao Ministério da Saúde.

Os testes fazem parte das fases 1 e 2 do estudo clínico, e o pedido foi enviado nesta sexta-feira (30). Trata-se, segundo a agência, de uma vacina desenvolvida em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). “A análise considerará a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais”, informou o órgão federal, em nota.

Em uma reunião no dia 14 de junho, a agência já havia discutido com os pesquisadores da vacina detalhes sobre regulamentação para a submissão do pedido. Os testes preveem participação de milhares de pessoas, a um custo estimado de R$ 300 milhões.

Segundo texto publicado pela UFMG no último dia 22, a pesquisa contém um dossiê com dados e informações sobre o desempenho em testes pré-clínicos realizados em camundongos, hamsters e primatas. O texto diz que a previsão é que os testes em humanos comecem a ser feitos no fim de setembro, se houver a autorização pela Anvisa.

A vacina “não gerou efeitos colaterais adversos detectáveis e demonstrou a capacidade de produção de anticorpos tanto para proteína S quanto para a N”, necessárias para a reprodução do coronavírus, segundo a universidade. Seria uma “construção aprimorada em relação aos imunizantes que contemplam apenas a proteína S, na qual ocorre a maioria das mutações do novo coronavírus”, prossegue.

“Ao associar a proteína S à N, esta mais estável e menos afetada pelas mutações responsáveis pelo surgimento de variantes do novo coronavírus conhecidas até momento, a SpiN-TEC tem potencial para combater um número maior de variantes do novo coronavírus”, conclui.

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