UFPR utiliza nanotecnologia para estudar vacina contra a Covid-19

Redação

Paraná quer separar R$ 100 milhões para compra de vacinas contra Covid-19

Um grupo de cientistas da UFPR (Universidade Federal do Paraná) está usando nanotecnologia para desenvolver uma vacina contra a Covid-19. Para isso, os pesquisadores buscam reproduzir nanopartículas que imitam os antígenos do novo coronavírus, causador da doença que já matou mais de 43 mil pessoas no Brasil e quase 450 mil em todo o mundo.

O processo consiste em produzir nanoesferas recobertas com partes da proteína Spike, que é a proteína que permite ao coronavírus infectar os seres humanos. As nanopartículas preparariam o sistema imunológico para um eventual contato com o causador da Covid-19.

“A vantagem é que elas não causam prejuízo ao nosso organismo e são biocompatíveis, ou seja, as partículas circulantes no sangue serão degradadas pelo organismo assim que cumprirem a missão de ativar o sistema imune contra o novo coronavírus”, explica o professor Marcelo Müller dos Santos, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR.

O projeto está na fase pré-clínica. Os pesquisadores esperam que dentro de um mês tenham o primeiro lote de nanopartículas prontas para testar camundongos. Caso os testes comprovem ser possível induzir anticorpos nos animais e que não há risco para seres humanos, a vacina passará para a fase clínica.

A fase clínica é composta por três estágios de testagens. A primeira é realizada em dezenas de voluntários. Na segunda, os testes são estendidos para centenas de voluntários e, além da indução de anticorpos, é verificada a segurança. O último estágio testa a eficácia da vacina para proteger toda uma população contra a doença e inclui milhares de voluntários.

“Os resultados de todas as fases são submetidos às autoridades de saúde para liberar o produto. Só aí passamos para a etapa de produção. Isso tudo deve demorar pelo menos dois anos”, conta Santos.

O projeto da UPFR para desenvolver uma vacina contra a Covid-19 é financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

*Com informações da UFPR

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