Uma doação de sangue pode salvar três vidas

Mariana Ohde


Uma pessoa, um gesto, três vidas salvas. Essa equação simples representa o ato de doar sangue, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, segundo o Ministério da Saúde, os estoques estão no limite. No Brasil, apenas 1,8% da população doa sangue com regularidade. O percentual fica um pouco abaixo do ideal estimado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), de 2% da população, como necessário para suprir as necessidades de sangue e outros componentes sanguíneos de um país.

Em média, os países da América Latina e do Caribe coletam sangue equivalente a 1,5% de sua população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, pelo menos, 1% da população seja doadora de sangue.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado cerca de 1 milhão de pessoas doaram sangue pela primeira vez, o que representa 38% do total das doações. Mais 1,6 milhão de pessoas, ou 62% do total, retornaram para doar. Em 2015, foram feitas 3,7 milhões de coletas de bolsa de sangue no país, resultando em 3,3 milhões de transfusões.

Apesar desses número, os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Hemorrede Pública Nacional encontram-se com os estoques no limite e com dificuldade na manutenção dos estoques estratégicos. Por isso, é importante a conscientização sobre a importância da doação.

Para doar no Brasil é preciso ter idade entre 16 e 69 anos. Para os menores (entre 16 e 18 anos) é necessário o consentimento dos responsáveis. Entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já tiver feito alguma doação antes dos 60. Também é preciso pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. Além disso, o doador tem que estar descansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação, não fumar e não estar em jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

No Brasil, a doação é voluntária e beneficia qualquer pessoa, independentemente de parentesco.

De acordo com o Ministério da Saúde, 32 hemocentros coordenam os 530 serviços de coleta distribuídos por todo o país.

Onde doar em Curitiba

Hemobanco
Segunda a sábado, das 8h às 19h
Rua Capitão Souza Franco, 290, Batel
(41) 3023-5545

Biobanco do Hospital de Clínicas (HC)
Segunda a sexta, das 7h30 às 18h; e aos sábados, das 7h30 às 12h30
Avenida Agostinho Leão Junior, 108, Alto da Glória
(41) 3360-1875

Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar)
Segunda a sexta, das 7h30 às 18h30; e aos sábados, das 8h às 18h
Travessa João Prosdócimo, 145, Alto da XV
0800-645-4555

Hospital do Trabalhador
Quintas-feiras, das 8h às 17h
Avenida República Argentina, 4406, Portão
(41) 3212-5700

Hospital Erasto Gaertner
Segunda a sexta, das 13h às 17h30
Rua Doutor Ovande do Amaral, 201, Jardim América
(41) 3361-5186

Hospital Nossa Senhora das Graças
Segunda a sexta, das 8h às 18h; e sábado, das 8h às 12h
Rua Alcides Munhoz, 433, Mercês
(41) 3240-6578

Santa Casa de Misericórdia de Curitiba
Segunda a sexta, das 8h às 12h, e das 14h às 18h; e aos sábados, das 8h às 12h
Praça Rui Barbosa, 694, Centro
(41) 3322-2387

Requisitos

  • Ter entre 16 e 67 anos de idade
  • Menores devem estar acompanhados por um res­­ponsável
  • Estar em boas condições de saúde
  • Pesar mais de 50 quilos
  • Não ter ingerido bebidas alcoólicas ou alimentos gordurosos nas últimas 12 horas
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas
  • Não estar em jejum
  • Esperar duas horas após a última refeição pra fazer a doação

Condições que impedem a doação

  • Quem teve hepatite A (impedido por dez anos), AVC, hepatite B ou C, HIV, epilepsia, hanseníase, doenças autoimunes e doença de Chagas
  • Quem fez tatuagem ou colocou piercing (impedido por um ano)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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