Uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso

Mariana Ohde


A obesidade infantil é considerada atualmente um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil, superando a desnutrição. Estima-se que, hoje, uma em cada três crianças brasileiras apresentam sobrepeso.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já disparou o alerta vermelho da obesidade ao redor do mundo, principalmente em países emergentes, como o Brasil. Segundo a organização, a obesidade infantil atingiu nos últimos anos níveis preocupantes, ameaçando a saúde das crianças e reduzindo a estimativa de vida.

“Pela primeira vez na história estima-se que os filhos poderão ter uma longevidade menor do que seus pais. E um dos principais fatores para isso pode estar na alimentação inadequada e no excesso de peso”, explica Caetano Marchesini, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e especialista em obesidade.

Em 2014 o número de crianças obesas em todo o mundo era de 41 milhões, 10 milhões a mais do que no início da década de 90. Estes números são preocupantes na visão da OMS que alerta para a ineficácia dos programas para frear a epidemia que se tronou a obesidade infantil.

Recentemente, em discurso no Seminário “Desafios para Saúde no Brasil”, realizado no último dia 15 de agosto, em Pernambuco, o ministro da Saúde, Ricardo Barros disse que é preciso ensinar as pessoas a comer bem para evitar enormes demandas para o sistema de saúde no futuro.

Em contrapartida, a Região Sul concentra o maior número de jovens obesos do Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015, divulgada no último dia 26 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10,2% dos jovens da Região Sul foram diagnosticados como obesos e 28,2% dos jovens apresentaram excesso de peso.
A pesquisa foi feita com 16.608 alunos de 13 a 17 anos em todo País, de um total de 13,2 milhões de estudantes nessa faixa etária.

Para Marchesini, os dados do IBGE alertam para a ineficácia dos programas para frear a epidemia que se tronou a obesidade infantil no Brasil. Segundo ele, é cada vez maior o número de jovens que procuram alternativas para emagrecer e também de pais que levam seus filhos em busca de tratamentos para a obesidade.

“É preciso que os pais acompanhem o que os seus filhos estão comendo. Em contrapartida, o Governo precisa de políticas públicas que alertem as famílias sobre os malefícios de alimentos processados e industrializados em excesso”, enfatiza.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal