Varíola dos macacos: Brasil registra primeira morte pela doença

Segundo o Ministério da Saúde, a vítima é um homem de 41 anos, que fazia tratamento contra um câncer em Belo Horizonte.

Redação - 29 de julho de 2022, 13:47

(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)
(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)

O Brasil registrou nesta sexta-feira (29) a primeira morte relacionada à varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a vítima é um homem de 41 anos, que fazia tratamento contra um câncer em Belo Horizonte.

A pasta informou, ainda, que o rapaz sofreu um choque séptico, agravado pela doença, que levou ao óbito. A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais também reiterou que o paciente já estava internado devido a "outras condições clínicas graves".

É a primeira morte de um paciente com varíola dos macacos fora da África, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), que havia contabilizado cinco óbitos até então.

Até a noite de quinta-feira (28), o Brasil tinha confirmado 978 casos da doença. No Paraná, são 21 situações neste sentido, todas elas em Curitiba. A cidade anunciou ontem que há transmissão comunitária do vírus monkeypox.

VARÍOLA DOS MACACOS: O QUE É E OS QUAIS SINTOMAS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão humana acontece por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar pústulas na pele (bolinhas vermelhas com pus), após viajar para países que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença.

“Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, afirma a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Marion Burger.