O vício do smartphone: é possível ficar sem o seu celular nos dias de hoje?

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Os smartphones se tornaram uma grande comodidade moderna, – como a máquina de lavar louça, máquina de lavar roupa, cafeteiras, micro-ondas, carros etc. Muitos indivíduos possuem todos tipos de equipamentos e não imaginam mais ser felizes sem eles. Porém, há quem goste de lavar a louça manualmente, em fazer assar uma carne demoradamente no forno, fazer o próprio café fervendo a água e moendo os grãos, e por aí vai. A questão é que a conveniência pode estar lhe tomando um valioso tempo de vida em lugar de outras coisas que são mais preciosas.

A Apple diz “acreditamos que todos devem poder fazer o que amam com o iPhone”. Já a Samsung chama os usuários para “conhecer nossa maior e mais recente inovação” o Galaxy S10. O Google afirma que o Pixel 3 é “tudo o que você deseja que seu telefone possa fazer”. Isso tudo parece bastante tentador, não é? Telefones novos, elegantes e sofisticados que nos dão o que queremos.

No mundo atual, todos querem estar conectados o tempo todo no celular, seja para trabalhar ou para atualizar redes sociais, assistir vídeos, jogar ou aproveitar outro tipo de lazer. Todavia, parece haver um lado sombrio e a crença de que o vício em celulares é uma doença genuína.

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde identificou um problema advindo de jogos online, e o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha criou um Centro para Distúrbios da Internet. Nos EUA, 40% dos consumidores se preocupam com o uso excessivo de telefones – 60% entre 18 e 34 anos – enquanto 63% procuram reduzir o tempo de uso dos aparelhos.

De acordo com especialistas, o vício em celular já pode até ser comparado ao vício em drogas. Segundo Mario Louzã, médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), “o princípio de qualquer dependência é muito parecido, seja químico ou comportamental. Você tem desejo intenso de buscar aquilo. O segundo aspecto é a síndrome de abstinência. Quando fica sem usar você tem reações de ansiedade, irritabilidade. E o terceiro ponto é a tolerância. O uso contínuo faz a pessoa querer aumentar a dose para ter o mesmo efeito”, explica.

UMA IRONIA INTERESSANTE

Tim Cook, da Apple, baniu seu sobrinho das mídias sociais e Steve Jobs não deixou seus filhos se aproximarem de um iPad. Bill e Melinda Gates, da Microsoft, proibiram o uso de celulares para seus filhos, principalmente se o objetivo fossem os jogos de cassino. Chris Anderson, editor da revista Wired chama o vício em tela “mais próximo do crack” do que o hábito de comer excesso de açúcares.

Encarar o vício do celular como uma patologia necessita que soluções sejam pensadas. (FONTE: Koreapost)

A ideia de que o vício em smartphones é uma patologia individual implica que os pais podem lidar com isso através de remédios centrados na família e tempo longe da tela. É possível seguir esse exemplo, tanto para nossos filhos quanto para nós mesmos, mas ninguém fala como os “viciados” podem encontrar substitutos não digitais. Talvez não tenhamos recursos para escolhas não digitais depois que gastamos nosso dinheiro em dispositivos digitais.

Isso é diferente entre aqueles que são advindos de famílias com grande poder aquisitivo, pois elas desfrutam de uma variedade fantástica de recursos educacionais, informativos e culturais. Os remédios estão disponíveis em uma variedade de configurações, desde o regime militarizado do Internet Addiction Treatment Center em Daxing, China, até os fins de semana arejados e sem tecnologia no Camp Grounded em Mendocino, Califórnia.

DESINTOXICAÇÃO DIGITAL

Catherine Price, autora do livro How to Break Up With Your Phone, diz que o cérebro humano associa a verificação do celular com a possibilidade de recebermos uma recompensa, como receber curtidas toda vez que publicamos um post em uma rede social. Ela defende a necessidade de experimentarmos uma experiência diferente: fazer uma desintoxicação digital ficando sem o smartphone por 24 horas. Em um primeiro momento, isso pode causar irritação, mas como qualquer outro vício, isso faz parte do processo de desintoxicação.

Mas mais do que apenas medidas como essa, é preciso criar soluções socializadas para o vício digital que ofereçam a maior utilidade para o maior número de pessoas – algo como um programa social que distribua uma gama completa de recursos informativos, culturais e educacionais para rivalizar com o fascínio de smartphones e conectar-se a alternativas públicas para o mundo privado de tanta comunicação digital.

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