Vítima de atirador de Goiânia está paraplégica, diz hospital

Fernando Garcel


Uma das vítimas do adolescente que atirou contra colegas no Colégio Goyazes, em Goiânia, na última sexta-feira (20), está paraplégica. A informação foi divulgada no boletim médico do Hospital de Urgências de Goiânia nesta quarta-feira (25).

Segundo o hospital, a adolescente teve uma lesão na medula espinhal que comprometeu os movimentos das pernas, mas está com a saúde regular, consciente e com respiração espontânea.

“A adolescente apresenta uma lesão na medula espinhal, no nível da 10ª vértebra da coluna torácica, que comprometeu os movimentos dos membros inferiores de forma definitiva. A paraplegia já havia sido diagnosticada no dia de sua admissão, mas não informada até então a pedido de familiares. Ainda não há previsão de alta da UTI”, diz o hospital.

Outra adolescente permanece internada, mas não há previsão de alta.

O atirador, que está apreendido na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), atirou contra colegas da escola, matou dois jovens e feriu outros quatro. Em depoimento, ele afirma ter sofrido bullyng.

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Na manhã de sexta-feira (20), o adolescente de 14 anos, filho de um policial militar, abriu fogo contra colegas em sala de aula matando dois e deixando quatro jovens feridos, um deles em estado gravíssimo. De acordo com as investigações, ele agiu motivado por bullying e disse ter se inspirado nos casos de Columbine, nos Estados Unidos, e Realengo, no Rio de Janeiro, em que atiradores também abriram fogo dentro de escolas. O bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais estudantes contra um ou mais colegas.

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Uma colega, aluna do 8º ano, relata que o menino era chamado de “fedorento” pelos colegas. “Ele era todo calado, ficava com os colegas lá e eu nunca falei com ele. Chamavam ele de fedorento. Um aluno, acho que foi ele que morreu, levou um desodorante para ele, porque ele não passava”, disse em entrevista à rádio BandNews FM.

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No dia do incidente, a Polícia Civil periciou o local do ataque e também realizou busca e apreensão na casa do adolescente autor dos disparos. O delegado não quis informar o que foi apreendido para preservar a investigação. Os nomes dos jovens envolvidos também não foram divulgados para preservar as famílias. O resultado da investigação será remetido para o Ministério Público.

 

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