Volkswagen anuncia recontratação de mais de 560 funcionários em São José dos Pinhais

Alexandra Fernandes e Marcelo Ricetti - CBN Curitiba

A empresa Volkswagen anunciou nesta terça-feira (16) que vai recontratar 560 funcionários que estavam em lay-off (suspensão temporária de contrato) na fábrica de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A montadora vai retomar o segundo turno de produção, paralisado há cerca de dois anos.

Na primeira etapa, 500 funcionários retornarão ao trabalho a partir da próxima segunda-feira (22). Os outros 60 devem ser recontratados entre maio e junho. A divulgação foi feita pelo presidente da presidente da Volkswagen na América Latina, Pablo Di Si, durante o lançamento da primeira concessionária digital da marca em Curitiba.

O objetivo da expansão no Paraná é aumentar a produção do recém-lançado T-Cross, o primeiro SUV compacto da montadora. De acordo com o vice-presidente de vendas e marketing da montadora no Brasil  Gustavo Schmidt, mais projetos podem vir para o estado. “As contratações nos dão sentido para continuar investindo no estado do Paraná. O T-Cross é o primeiro de uma onda de SUV que a gente quer fabricar na região da América, quem sabe no futuro mais projetos virão para o Paraná.”

O investimento na planta de São José está ligado ao reaquecimento da economia no país. O presidente da companhia, Pablo Di Si,  avalia como positivo o desempenho do setor no último biênio, com crescimento de dois dígitos ano a ano. E o resultado se repete agora, em 2019. Mas, segundo o executivo da multinacional, o sinal de alerta está ligado. Com a crise na Argentina, a montadora vai diminuir a produção no país vizinho e também as importações do Brasil. Por outro lado, vai ampliar a planta industrial, visando um futuro  reaquecimento econômico. Por isto, internamente, a empresa se prepara para aumentar a produtividade, investindo em tecnologias de ponta.


Exportações 

Apesar do otimismo em relação ao mercado brasileiro, o presidente afirmou que ainda há muitas entraves para o desenvolvimento automobilístico no país. Entre elas estão a alta carga tributária, a burocracia e a logística, que faz do Custo Brasil um dos mais caros do mundo. “O aumento da competitividade da indústria automobilística brasileira depende da equalização de três gargalos da macroeconomia nacional. Um deles está na questão dos portos que ainda demoram muito para embarcar e liberar os veículos.”, afirmou o  Pablo Di Si.

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