WhatsApp: mudanças devem ser feitas depois das eleições

Aplicativo não quer que haja interferência durante as campanhas eleitorais. Decisão repercutiu negativamente por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Redação - 27 de abril de 2022, 15:34

(Foto: Pixabay)
(Foto: Pixabay)

O WhatsApp terá mudanças após as eleições de outubro deste ano. Até o final do ano, ficará disponível o compartilhamento de mensagens para grupos com interesses em comum.

O aplicativo informou que nenhuma mudança será feita antes do pleito no país, para não ter nenhum tipo de interferência nas campanhas eleitorais. Isso repercutiu negativamente por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL), que chegou a chamar de "inadmissível" que seja aberta uma excepcionalidade neste sentido apenas no Brasil.

Por isso, nesta quarta-feira (27), ele, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e representantes do WhatsApp estiveram reunidos em Brasília para a realização de um acordo. O governo federal defende que as mudanças devem ser feitas de maneira livre e de decisão apenas do aplicativo.

“A preocupação dele [do presidente Jair Bolsonaro] é apenas que esses veículos, essas plataformas continuem funcionando de forma livre com as próprias decisões internas”, disse o Fábio Faria em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.  

MUDANÇAS NO WHATSAPP E A FERRAMENTA 'COMUNIDADES'

Em abril, o WhatsApp comunicou que o aplicativo terá mudanças na forma de comunicação. Uma das novidades é a ferramenta 'Comunidades', que permitirá o compartilhamento de mensagens para grupos quaisquer que tenham um interesse em comum.

No entanto, foi veiculada uma informação de que o aplicativo teria feito um acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que a mudança não fosse feita antes das eleições de outubro deste ano. O objetivo seria não interferir nas campanhas e no compartilhamento de notícias de interesse a um candidato ou candidata.

Em resposta, o WhatsApp diz que a decisão é única da empresa e que não houve acordo com o TSE. O que houve, apenas, foi a assinatura de um memorando com a Justiça Eleitoral no início do ano, para que sejam denunciadas contas suspeitas ou falsas que interfiram no processo eleitoral.