Jovens e idosos vão ao circo pela primeira vez

Francielly Azevedo


Da SMCS

A tarde da última quarta-feira (16) foi especial para crianças, adolescentes e idosos atendidos pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das Regionais Tatuquara e Matriz. Eles assistiram ao espetáculo do Circo Vostok, que está em Curitiba e fez apresentação exclusiva e gratuita para o grupo e seus familiares. Aproximadamente 400 pessoas participaram da atividade.

Durante duas horas eles se divertiram com as várias atrações de malabaristas, equilibristas, trapezistas, mágicos, globo da morte e palhaços que arrancaram risadas, principalmente das crianças, com brincadeiras e danças.

Raysa Cristina da Silva, 10 anos, foi pela primeira vez ao circo e, antes do início do espetáculo, disse que estava ansiosa para ver as apresentações. “Dei muita risada com os palhaços, mas o que mais gostei foi do trapézio”, contou depois. A amiga Jaqueline Martins, 13 anos, que assim como Rayssa nunca tinha ido ao circo, também preferiu a apresentação dos trapezistas.

Antes do início do espetáculo, dona Sebastiana Silveira Pereira, 63 anos, era pura expectativa. “Gostei muito do convite porque nunca tinha ido a um circo. Não sei o que vou ver, mas sei que será diferente”, contou. A dona de casa Marilce Aparecida Garcia, 43 anos, também estreou na plateia e estava animada, assim como a filha Thainara Garcia, 17 anos, que gosta e queria ver o globo da morte.

Todas as pessoas que participaram do passeio fazem parte dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos ofertados nos Cras. O supervisor da FAS na Regional Tatuquara, Diogo Franco da Costa, explicou que a ida ao circo estimula a convivência e fortalece o trabalho social desenvolvido com as famílias, buscando prevenir a ocorrência de situações de risco social.

História

Fundado em 1873, o circo russo Vostok está no Brasil há 80 anos. Em sua trupe há artistas de várias partes do mundo.

O gerente Fernando Fischer contou que a oferta do espetáculo gratuito para pessoas em situação de vulnerabilidade social faz parte do projeto social do circo, mas que nem todos os municípios participam por falta de transporte. “São pessoas que não têm condições financeiras de ir ao circo, que é uma atividade cultural importante. É uma forma de presentear essas pessoas e levar alegria”, disse.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.