Retorno dos eventos presenciais aumenta a expectativa de produtores de flores

Redação


Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, os eventos presenciais retornam gradativamente no estado. Neste cenário, os produtores de flores acreditam no aumento das vendas para confraternizações mesmo durante a pandemia. É o caso de uma produtora e um empresário que têm negócios no Paraná.

Após meses desafiadores, a produtora de flores Olga Jaqueline Los Kassies começa a acreditar no aumento das vendas. Como sua produção em Castrolanda, colônia holandesa localizada em Castro, atende grande parte do mercado atacadista, principalmente de regiões do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e, eventualmente, o consumidor final e floriculturas, ela conta que foi muito atingida pela pandemia. “Assim como ocorreu na grande maioria do comércio, a produção das flores também sofreu um grande impacto. Levando em consideração que todos os eventos foram cancelados, como consequência, as vendas caíram proporcionalmente”, relembra como foi em 2020.

Ela vende gipsofila, conhecida popularmente como mosquitinho, boca-de-leão e o lisianthus; e se prepara para os próximos eventos: “Agora que os eventos começam a ser realizados, já estamos numa situação melhor e nos preparando para garantir boas vendas daqui pra frente. Muitos dos que foram cancelados ao longo dos últimos meses ainda estão programados para acontecer”.

A expectativa de um crescimento na área foi divulgada no começo do ano pela Ibraflor. Prevê-se um aumento de 2% a 5% no âmbito das floriculturas. Em 2020, apesar da pandemia, houve um aumento no faturamento de 10%. A área de ornamentação que inclui floricultura, decoração, paisagismo e auto serviço gerou mais de nove bilhões de reais. Os setores que tiveram a maior receita foram o de decoração (com 30%) e paisagismo (com 20%). Já os prejuízos maiores de 2020, tanto nas vendas no atacado quanto no varejo, foram com flores e folhagem de corte.

Já de olho no futuro, o empresário Lucas Henrique Los viu uma oportunidade de unir sua paixão pelo turismo local com o plantio de flores. Durante a pandemia, ele decidiu cultivar lavandas inglesas e francesas em um campo. “A lavanda francesa é mais vendida como buquê e vendemos bastante no Dia das Mães, por encomenda. Já a lavanda inglesa, usamos para fazer produtos artesanais”, explica.

Lucas iniciou a plantação num local também propício para a realização de piqueniques, pois ele percebeu que havia uma grande procura por esse tipo de espaço na região. O projeto tem previsão de início das operações a partir de janeiro de 2022, em Carambeí, com um conceito holandês. O Het Dorp Vilarejo Holandês terá comércio de lavandas e queijos artesanais. “Estamos com grande expectativa no pós-pandemia, porque acreditamos que as pessoas vão buscar mais pelo turismo local. Inclusive, muitas já entraram em contato com a gente para visitas, mesmo sem estarmos abertos, ainda. Então, estamos com excelentes perspectivas de receber muitos visitantes”, afirma Lucas Los.

Para a conselheira da Associação Cultural Brasil-Holanda (ACBH), Janet Bosch, a resiliência e a dedicação dos produtores fazem com que a esperança no que está por vir seja positiva. “Com o turismo local e as comemorações retornando, todos podem gerar maior receita e aumentar a produção. Além disso, as flores também são um atrativo para o turismo local”, finaliza.

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