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Novo turbogerador de unidade de empresa entra em operação em Ortigueira

O terceiro turbogerador da Unidade Puma, da empresa de papéis Klabin, entrou em operação nesta semana em Ortigueira. O e..

Redação - 22 de dezembro de 2021, 15:00

(Foto: Divulgação/Site)
(Foto: Divulgação/Site)

O terceiro turbogerador da Unidade Puma, da empresa de papéis Klabin, entrou em operação nesta semana em Ortigueira. O equipamento, chamado TG3, está integrado aos outros dois geradores em funcionamento, que, juntos passam a produzir energia elétrica para suprir a demanda de eletricidade da produção fabril: duas máquinas de celulose, uma de papel Kraftliner e a futura máquina de papel-cartão (MP28).

O excedente da geração será transmitido para o Sistema Interligado Nacional, que operacionaliza a energia elétrica do país. A previsão é disponibilizar 90 MW por hora ao SIN, quantidade suficiente para abastecer cerca de 250 mil residências.

Os três turbogeradores transformam a energia térmica gerada nas caldeiras de força e de recuperação da fábrica, a partir da combustão de outros constituintes de madeira que não as fibras de celulose, em eletricidade. Com esse novo turbogerador em funcionamento, a Klabin contribui ainda mais para a produção de energia elétrica limpa e sustentável, principalmente neste momento em que o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas é considerado baixo por causa da crise hídrica, mesmo depois das últimas chuvas. Além disso, a companhia tem o compromisso de reduzir a participação de combustíveis fósseis para garantir uma matriz energética: no mínimo, 92% renovável até 2030.

O gerente do projeto do TG3, Marcos Sabedotti Breda, disse que o primeiro passo foi a realização de estudos pré-operacionais para a aprovação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “A nossa equipe desenvolveu o projeto dentro das normas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ONS para conseguir o parecer de acesso e, assim, ter a liberação para conectar o TG3 ao sistema elétrico. Com isso aprovado, e o TG3 instalado, tivemos a liberação da Aneel para a entrada da operação em teste. O próximo passo foi realizar o sincronismo com o sistema elétrico de transmissão. Só depois da aprovação dessa fase pela Aneel e ONS, passamos a exportar a energia”, explicou Breda.

A geração da própria energia elétrica representa ganho em sustentabilidade, já que a produção ocorre a partir da combustão de produtos renováveis, já utilizados no processo de produção de celulose e papel. “É uma prática sustentável porque nos permite reaproveitar os resíduos dos processos. Eles se tornam fontes de combustível que, ao serem processados nas nossas caldeiras, geram calor para a produção de vapor de alta pressão. No TG, ocorre a transformação deste vapor em geração de energia elétrica”, explica Júlio Nogueira, gerente corporativo de sustentabilidade e meio ambiente da Klabin.

De acordo com o diretor de tecnologia industrial, inovação e sustentabilidade, Francisco Razzolini, a Unidade Puma foi projetada para contemplar os diversos aspectos que compõem a sustentabilidade, incluindo práticas inovadoras e equipamentos de ponta que conferem máxima eficiência energética à fábrica. “Entre os benefícios da adoção das tecnologias de ponta estão a ampliação da nossa matriz energética de fonte renovável e a redução das emissões de gases de efeito estufa. São ações cruciais para o combate às mudanças climáticas, tema de enorme relevância e que temos como premissa para este projeto e para os investimentos futuros da Companhia. As iniciativas são parte de um plano estratégico para o alcance de metas e compromissos ambiciosos assumidos pela Klabin”, completou Razzolini.