Leilões de carros e imóveis crescem no estado em 2020

Redação

Leilões em alta em 2020

O mercado de leilões no Paraná em 2020 superou os números de 2019. De acordo com a Kronberg Leilões, 2020 registrou um aumento nas arrematações de 32% se comparado com o ano anterior. Os bens mais vendidos foram imóveis – apartamentos de até R$ 100 mil, seguido de casas com preços médios de R$ 600 a R$ 800 mil, área rurais entre R$ 700 mil e R$ 3,5 milhões, além de barracões industriais (média de R$ 1,6 milhão) e terrenos urbanos (média de R$ 950 mil). Entre os bens móveis, 35% das vendas foram de automóveis de até R$ 22 mil, sendo 43% motos, 12% carros acima de R$ 22 mil, 3% carros acima de R$ 100 mil, incluindo caminhões, e 7% de veículos tratores abaixo de R$ 100 mil.

“Com a quarentena e a popularização das compras online, as pessoas que nunca haviam participado de leilões começaram a se interessar, principalmente pela facilidade dos leilões eletrônicos e porque ficaram reclusas em suas casas a fim de manter o distanciamento social. Outro fator é que quem tinha dinheiro para investir decidiu colocá-lo em leilão, uma opção mais segura e econômica em relação a outras modalidades de compra”, explica o leiloeiro oficial Helcio Kronberg.

Leilões dão retorno, garante leiloeiro

Adquirir imóveis ainda é um dos investimentos mais interessantes do mercado, e a compra de bens em leilão continua aumentando. É relativamente fácil encontrar casas, apartamentos e terrenos por preços 50% abaixo do valor praticado no mercado. Segundo Kronberg, nesse tipo de compra, quase todos os leilões permitem o parcelamento do imóvel mediante o pagamento de 25% do valor à vista.

O leiloeiro também afirma que apostar em leilões seguros é uma forma promissora de empreendedorismo, especialmente com a retomada da economia. “É possível se tornar um empreendedor de leilões apenas pesquisando e escolhendo as melhores oportunidades, tudo quase sem sair de casa, já que a maioria dos eventos é feita de forma online”, diz.

Cuidado com sites falsos

2020 também foi marcado pela proliferação de sites falsos criados para aplicar golpes nos arrematantes. Somente no último levantamento feito pela Kronberg Leilões, foram encontrados mais de 300 sites falsos, que aparecem e somem diariamente.

As dicas são evitar sites que aparecem no Google como anúncio e comprar apenas de sites terminados em .com.br, além de nunca depositar dinheiro em conta corrente sem antes checar se o leiloeiro é matriculado na Junta Comercial. “Visite os sites, leia os editais, saiba o nome do leiloeiro responsável, busque telefones de contato na Junta Comercial. Também é bom checar há quanto tempo o site está no ar. Se for recente, desconfie. Basta colar a URL no site em www.registro.br”, orienta Kronberg.

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