Iniciado o trabalho para registrar ponkan do Vale do Ribeira como Indicação Geográfica

Redação

ponkan do Vale do Ribeira e o registro de Indicação Geográfica como Denominação de Origem

A ponkan produzida no Vale do Ribeira pode ter o registro de Indicação Geográfica, na categoria Denominação de Origem. O trabalho está em fase inicial e tem o objetivo de promover a fruta como um elemento para impulsionar o turismo e o desenvolvimento econômico de quatro cidades produtoras: Cerro Azul, Itaperuçu, Rio Branco do Sul e Doutor Ulysses.

O trabalho começou no ano passado com o diagnóstico do Sebrae e a sensibilização dos produtores sobre o potencial para o desenvolvimento de uma Indicação Geográfica na região. Em 2021, serão realizados os procedimentos técnicos necessários para formalização da requisição ao INPI.

A região tem 130 produtores, que trabalham diretamente com as cooperativas Provale e Copavale. Os quatro municípios do Vale do Ribeira são responsáveis por 80% da produção estadual, que em 2019, colheu 113,8 mil toneladas de tangerina, terceiro maior índice do Brasil. A cidade de Cerro Azul, ainda, é a maior produtora da fruta no país.

“A Indicação Geográfica colabora para o crescimento de produtores, empresas e com geração de emprego e renda, gera desenvolvimento econômico e social na região. Os produtores se diferenciam com um produto de grande qualidade e reconhecido pelo mercado e que podem estimular também a cadeia turística local”, explica o consultor do Sebrae/PR, Ivan Evangelista.

O Vale do Ribeira apresenta grandes variações de temperaturas entre os dias e noites, o que favorece a produção da ponkan e resulta em coloração, sabor e uma doçura única à fruta. Os produtores organizados em propriedades de referência são orientados a seguir padrões técnicos na condução dos pomares, com os critérios da colheita com tesoura e sacola, ausência de larvas de moscas nas frutas, desinfecção de equipamentos de colheita e a classificação entre três tamanhos de frutas. A produção ainda conta com tecnologias sustentáveis como o uso de caldas fitossanitárias e biofertilizantes, controle do pH da água para pulverizações, controle alternativo das moscas-das-frutas e qualificação das mudas locais.

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