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Tecnologia que faz identificação biométrica de recém-nascidos recebe premiação

A empresa paranaense Natosafe, que desenvolveu uma tecnologia capaz de fazer identificação biométrica de recém-nascidos ..

Redação - 09 de dezembro de 2021, 14:20

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A empresa paranaense Natosafe, que desenvolveu uma tecnologia capaz de fazer identificação biométrica de recém-nascidos ainda na sala de parto, foi premiada com o Fortis Paraná 2021, na categoria entidade privada. A ação reconhece iniciativas comprometidas com a prevenção à violência e aos crimes contra crianças e adolescentes.

A plataforma, chamada 'INFANT.ID', faz captura, análise e exportação de impressões digitais em alta definição desde o minuto zero de vida de uma criança. A solução é capaz de gerar um vínculo único entre recém-nascidos e mães e as informações coletadas são enviadas para as autoridades públicas.

“Esse prêmio mobiliza, sensibiliza e incentiva projetos que lutam em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, e esse é o propósito da Natosafe. Temos uma grande responsabilidade social e uma missão muito clara: proteger as crianças e suas famílias. A partir de identificação biométrica, garantimos o vínculo entre mães e filhos recém-nascidos, evitando riscos como a troca de bebês em maternidades, o tráfico de crianças e a adoção ilegal”, ressalta o CEO Ismael Akyiama.

O scanner utilizado pela plataforma é certificado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), a maior agência policial do mundo. “A coleta da digital ainda na sala de parto também permite que o estado possa desenvolver políticas públicas para a educação e saúde de forma muito mais efetiva, com informações precisas sobre o número de nascidos em sua região. Receber esse prêmio confirma a relevância do nosso trabalho e o nosso papel na sociedade”, completa Akyama.

Calcula-se que uma em cada quatro crianças no mundo não exista oficialmente, por causa do subregistro. Elas são privadas do marco inicial da cidadania e sofrem os piores efeitos dessa condição. Treze milhões de crianças deixam de ser vacinadas por ano no planeta e 6 milhões morrem por doenças que poderiam ser combatidas.

No Brasil, cerca de 500 crianças são trocadas a cada ano em maternidades, mas esse número pode ser ainda maior por causa da subnotificação. Anualmente, também, são registrados 50 mil casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes. Sem dados oficiais, estima-se ainda que quase 250 mil estejam desaparecidas no país. A última estatística é de 1999, quando o Ministério da Justiça e o Movimento Nacional de Direitos Humanos se juntaram para fazer um levantamento.