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Ex-presidente Lula não deve se pronunciar sobre julgamento do STF

Por Camila BoehmO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não se pronunciar sobre o julgamento de seu hab..

Agência Brasil - 05 de abril de 2018, 06:28

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

Por Camila Boehm

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não se pronunciar sobre o julgamento de seu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme informação da sua assessoria. Ele acompanhou o julgamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

O habeas corpus, que poderia impedir a sua prisão após a condenação, no início do ano, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, foi rejeitado nesta madrugada (5) pelo Supremo. Com isso, Lula pode ser preso.

Instalado no segundo andar do sindicato, Lula estava acompanhado da ex-presidenta Dilma Rousseff; do ex-prefeito Fernando Haddad; do presidente estadual do PT de São Paulo, Luiz Marinho; dos governadores Fernando Pimentel (Minas Gerais), Tião Viana (Acre) e Wellington Dias (Piauí); e dos ex-ministros Miguel Rosseto e Paulo Vanucchi.

No terceiro andar, apoiadores de diversos movimentos sociais e categorias de trabalhadores acompanhavam o julgamento por um telão. Eles cantavam e gritavam palavras de ordem em apoio ao ex-presidente e disseram resistir contra tentativas de inviabilizar a candidatura de Lula.

O único a falar com a imprensa na ocasião foi o dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, Luiz Marinho. Ele destacou a importância da pacificação no país, o que atribui ao cumprimento da Constituição Federal. “É preciso que a gente coloque o processo de construção de pacificação no nosso país e para pacificar basta cumprir o que está nos preceitos da nossa Constituição, construída lá em 1988”, disse.

Segundo ele, a Constituição é clara no que diz respeito à concessão do habeas corpus ao ex-presidente. “O presidente Lula nunca pediu privilégio para ele, o que ele exige é um direito que é garantido pela Constituição, portanto é o que nós aguardamos”. Marinho acrescentou que espera “que o povo brasileiro tenha garantido constitucionalmente o direito de votar livremente nas próximas eleições”.