Operação Lava Jato
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Poderia ter fugido: Lula afirma que se entregou para provar sua inocência

Em vídeo divulgado neste domingo (22), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que poderia ter fugido, mas pref..

Mariana Ohde - 23 de abril de 2018, 09:18

Em vídeo divulgado neste domingo (22), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que poderia ter fugido, mas preferiu cumprir o mandado de prisão, por ter certeza de sua inocência. As imagens foram gravadas no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), pouco antes de o ex-presidente se entregar à Polícia Federal (PF) para ser levado à Superintendência da PF em Curitiba, onde esta detido desde o dia 7 de abril.

Lula diz que optou por se entregar para "provar uma coisa para esse país".

"Primeiro, que eu não tenho medo das denúncias contra mim porque sou inocente. E não sei se meus acusadores são inocentes. Segundo, poderia ter fugido. Estive na divisa do Paraguai com o Brasil, estive em Foz do Iguaçu, estive do Uruguai e da Argentina, poderia ter saído. Poderia ter ido para uma embaixada. Não quis fugir porque quem é inocente não corre".

O ex-presidente reafirmou sua inocência. "Quero provar minha inocência. Se tem político que não tem honra e não se defende, eu tenho muita honra e quero me defender".

Lula acusa a força-tarefa da Operação Lava Jato de mentir a seu respeito e também critica a TV Globo por "dar veracidade às mentiras que eles contam". Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP), investigado no âmbito da Lava Jato.

"Vou a Curitiba saber o que o seu Moro quer, o que o seu Dallagnol quer. Saber se estão dispostos a discutir comigo, debater publicamente este processo. Eu quero provar que estão mentindo a meu respeito. Eles sabem que é mentira", disse, se referindo ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em segunda instância, que decretou a prisão no dia 5 de abril, e ao procurador-geral da República e coordenador da operação no Paraná.