Operação Lava Jato
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Advogado de Lula reclama por ser citado na 35ª fase da Lava Jato

Com informações da BandNews FM CuritibaO advogado Roberto Teixeira, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula ..

Redação - 27 de setembro de 2016, 14:59

Com informações da BandNews FM Curitiba

O advogado Roberto Teixeira, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu à citação do nome dele no relatório final da 35ª fase da Lava Jato e na fala da Força-Tarefa Lava Jato durante a coletiva de imprensa, na última segunda-feira (26).

De acordo com as investigações, parte da propina paga ao ex-ministro Antonio Palocci pela Odebrecht foi usada para a compra de um terreno onde supostamente seria construída uma nova sede para o Instituto Lula. A força-tarefa aponta que a compra do terreno, em 2010, foi coordenada por Palocci, Teixeira e o então presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

O advogado diz ter atuado profissionalmente neste caso, sem qualquer irregularidade. Ele afirma que “a Operação Lava Jato tenta mais uma vez criminalizar o exercício da advocacia, como forma de fragilizar o direito de defesa”. Roberto Teixeira ainda reclama de vazamentos de informações para a imprensa e condena o que ele considera a junção de fatos reais com “invencionices” para criar histórias que não existem.

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Por meio de nota, ele afirma que “assessorar cliente na compra e venda de bem imóvel configura ato privativo da advocacia. O exercício da advocacia não é crime, ao contrário do que tentam fazer crer os membros da Operação Lava Jato”.

35ª fase da Lava Jato

A fase mais recente da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, de acordo com a Força-Tarefa é “decorrência lógica” do aprofundamento das investigações da 23ª fase da Lava Jato, que revelou planilhas do “Setor de Operações Estruturadas” da empreiteira Odebrecht.

O delegado Filipe Hille Pace declarou que o objetivo desta etapa é embasar investigações, com apreensão de documentos, depoimentos e prisões. Foram presos temporariamente o ex-ministro Antônio Palocci e os ex-assessores dele Branislav Kontic e Juscelino Dourado.

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São investigados pagamentos feitos ao PT, por meio de depósitos pela Odebrecht intermediados por Antônio Palocci: R$ 33,3 milhões via offshores ao casal João Santana e Mônica Moura, além de R$ 10 milhões por meio da empresa Shelbil,  R$ 44 milhões recebidos por Jucelino Dourado (ex-assessor de Palocci) e outros R$ 7 milhões em 2012.