Operação Lava Jato
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Bumlai deixa presídio e segue cumprir pena em regime domiciliar

O pecuarista José Carlos Bumlai deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, colocou..

Andreza Rossini - 18 de novembro de 2016, 15:38

O pecuarista José Carlos Bumlai deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, colocou tornozeleira eletrônica na sede da Justiça Federal e seguiu para São Paulo, onde mora, cumprir pena em regime domiciliar, na tarde desta sexta-feira (18).

A decisão foi tomada pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quinta-feira (17), devido ao estado debilitado de saúde do pecuarista.

Preso em novembro do ano passado, na 21.ª fase da Operação Lava Jato, Bumlai foi condenado pela participação, obtenção e quitação fraudulenta de um empréstimo de R$ 12 milhões que tomou, em 2004, no Banco Schahin e que foram destinados ao Partido dos Trabalhadores. Ele também foi condenado por participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.

Em tratamento contra um câncer, o pecuarista chegou a cumprir pena em regime domiciliar para passar por algumas cirurgias. Mas voltou à prisão no começo de setembro, por determinação do juiz Sérgio Moro.

A defesa de Bumlai recorreu ao STF para que ele cumprisse a prisão preventiva em casa, com tornozeleira eletrônica, em função de seu estado de saúde. Bumlai possui também problemas cardíacos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a medida, com a justificativa de que, em casa, poderia dar continuidade a práticas criminosas.

Teori, de início, havia negado o pedido da defesa, mas agora reconsiderou sua decisão, permitindo que Bumlai aguarde em casa o julgamento de mérito sobre seu habeas corpus.

“O restabelecimento da prisão domiciliar do paciente é medida, mais do que adequada, recomendável, uma vez que visa a preservar ao mesmo tempo a integridade física do custodiado e mantém hígidos os fundamentos da prisão preventiva”, escreveu Teori na decisão, em que também determina que a 13ª Vara Federal de Curitiba remeta ao STF informações sobre o estado de saúde de Bumlai.