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Defesa de Lula pede fotógrafo em audiência

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, comunicou ao juiz federal Sérgio Moro qu..

Roger Pereira - 06 de maio de 2017, 09:40

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, comunicou ao juiz federal Sérgio Moro que pretende levar o fotógrafo do Instituto Lula, Ricardo Stuckert, para a audiência da próxima quarta-feira, em que o ex-presidente prestará depoimento, com o objetivo de filmar a audiência.

"A defesa esclarece que pretende realizar a gravação em imagem por meio da câmera 'Sony EX3', montada sobre um tripé, com acesso a uma fonte de energia e monitorada por um profissional devidamente habilitado para a função", disse Zanin Martins, em petição protocolada no processo. Segundo o advogado, o equipamento será colocado "em local que não venha a comprometer" a audiência e "de forma alguma irá causar qualquer prejuízo para o bom andamento dos trabalhos".

Em resposta, Moro afirmou que os advogados precisavam esclarecer "como isso seria feito, a fim de evitar perturbações desnecessárias ao ato".

Defesa de Léo Pinheiro é contra

Os advogados de José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, sócio da OAS, réu na mesma ação que Lula, querem que o juiz Sergio Moro não permita que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva grave a audiência do próximo dia 10, em Curitiba. Em petição protocolada na noite de sexta-feira, os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall'Acqua afirmam que "não concordam com a realização da gravação não oficial do interrogatório do corréu".

"Nunca é demais reforçar que o princípio na publicidade não autoriza a livre gravação da imagem das partes relacionadas ao processo, de seus representantes legais e de quaisquer outras pessoas que estejam presentes durante a realização dos atos processuais em audiência", justificaram.

Segundo eles, caso a defesa de Lula filme toda a sala de audiência no dia do depoimento, "certamente causará a exposição desnecessária da imagem de todos os presentes no ato, para muito além dos limites do processo e ainda gerando transtornos indesejados tanto à realização da audiência, quanto ao andamento do processo em si".

O juiz Sergio Moro ainda não respondeu aos pedidos.