Operação Lava Jato
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Janot deve pedir urgência para a Lava Jato no STF

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se reuniu nesta segunda (23) com a presidente do STF, a ministra Cármen Lú..

Julie Gelenski - 24 de janeiro de 2017, 12:29

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se reuniu nesta segunda (23) com a presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia, na sede do Supremos Tribunal Federal.

O procurador-geral da República, aproveitou a reunião para comunicar à presidente do Supremo, que tem a intenção de pedir urgência na Corte ao processo da Lava Jato.

Oficialmente, o chefe do Ministério Público, foi ao STF prestar apoio a Cármen Lúcia pela morte do ministro Teori Zavascki.

O ministro do STF era o relator da Lava Jato e morreu em um acidente aéreo em Paraty (RJ).

Mas de acordo com o que foi divulgado pela GloboNews, eles falaram sobre as possibilidades  para o futuro dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

No artigo 68 do regimento interno do STF, se o Ministério Público solicitar, os processos poderão ser redistribuídos pela presidente do tribunal.

É notável que a conversa já teve alguns reflexos nas decisões da ministra Carmem Lúcia, que na manhã de hoje, autorizou os juízes auxiliares de Teori a retomar Lava Jato.

A ministra Cármen Lúcia ainda não decidiu se homologará, ela mesma, as delações de 77 executivos e ex-dirigentes do Grupo Odebrecht, mas avalia a possibilidade, o que mostra o interesse pela agilidade na tramitação dos processos.

Cármen Lúcia autoriza juízes auxiliares de Teori a retomar Lava Jato

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia,  autorizou os juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki a retomaram a partir de hoje (24) os procedimentos formais para que as delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas, no âmbito da Operação Lava Jato.

O ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião na última quinta-feira (19) e era o relator da Lava Jato no STF, trabalhava durante o recesso nas 77 delações da Odebrecht que se encontram em seu gabinete e estavam prestes a ser homologadas, isto é, a serem validadas como prova.

Teori já havia autorizado que seus juízes auxiliares começassem, esta semana, a ouvir os delatores para saber se eles prestaram de livre e espontânea vontade as informações que constam nos mais de 800 depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal (MPF). Esta é uma etapa formal do processo.

A ministra Cármen Lúcia passou boa parta de tarde de ontem (24) no gabinete de Teori Zavascki, onde conversou com os juízes auxiliares do ministro. Devido ao sigilo dos processos, não é possível saber se a autorização para que os depoimentos sejam retomados diz respeito a uma delação específica ou a todas.

Ontem (19), ela recebeu em seu gabinete o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem cabe solicitar urgência na apreciação das delações da Lava Jato. Durante o recesso do Judiciário, Cármen Lúcia pode autorizar atos emergenciais em processos que tramitam no STF.

Há uma grande expectativa da sociedade e, principalmente, da classe política em relação às delações de executivos da Odebrecht, pois segundo informações vazadas anteriormente, dezenas de políticos em exercício são citados como envolvidos no mega esquema de corrupção da Petrobras.