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Juíza reduz fiança de ex-tesoureiro do PT

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro (em férias) na 13ª Vara Federal de Curitiba, reduziu de R$ 1 m..

Roger Pereira - 13 de janeiro de 2017, 19:32

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro (em férias) na 13ª Vara Federal de Curitiba, reduziu de R$ 1 milhão para R$ 200 mil o valor da fiança para que o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira deixe a prisão. Ferreira teve a prisão revogada, mediante pagamento de fiança, por Sérgio Moro em 16 de dezembro, mas alegou não ter condições de pagar o valro de R$ 1 milhão determinado na decisão, por estar desempregado e com dívidas e, assim, permaneceu detido.

Em decisão tomada na última quinta-feira, a juíza decidiu acatar o pedido da defesa de Ferreira para que o valor da fiança fosse reduzido. "Diante do tempo decorrido desde a fixação da fiança sem que tenha havido pagamento, mas levando-se em consideração que não é o caso de dispensa de fiança, haja vista a existência de alguma expressividade econômica por parte de Paulo Adalberto, resolvo diminuir o valor arbitrado a título de fiança para R$ 200 mil", decretou Gabriela Hardt.

A substituta de Moro observou que "a defesa anexou extrato comprovando a disponibilidade pelo acusado do valor de cerca de R$ 150 mil referente a consórcio imobiliário contemplado junto à Caixa Econômica Federal e ainda não resgatado".

"Além disso, consta da declaração de imposto de renda 2015/2016 que Paulo Adalberto (Ferreira) possui um veículo Citroën C4, adquirido em 2013 pelo valor de R$ 80 mil, financiado, e que teria alienado dois veículos no ano de 2015, um deles uma Mercedes Benz 2010/2011, pelo valor de R$ 50 mil, e outro um Kia Cerato 2012/2012, sem informação de valor", anotou.

"Foi ainda declarado em seu imposto de renda 2015/2016 um total de R$ 154.687,36 recebidos da Câmara dos Deputados."

Gabriela Hardt manteve as medidas cautelares determinadas por Moro: proibição de deixar o País e a obrigação de entregar os seus passaportes, brasileiro e estrangeiro; comparecimento a todos os atos do processo, salvo se dispensado expressamente; proibição de deixar sua residência por mais de 20 dias sem autorização do Juízo; proibição de mudar de residência sem autorização do Juízo; e proibição de se aproximar ou de contatar, direta ou indiretamente, outros acusados ou testemunhas deste feito e seus familiares, inclusive e, principalmente, Alexandre Correa de Oliveira Romano.