Operação Lava Jato
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Justiça Federal retoma trabalhos da Operação Lava Jato em Curitiba

A Operação Lava Jato será retomada nesta quarta-feira (1º) na Justiça Federal em Curitiba. Os trabalhos começam com os d..

Mariana Ohde - 01 de fevereiro de 2017, 07:41

A Operação Lava Jato será retomada nesta quarta-feira (1º) na Justiça Federal em Curitiba. Os trabalhos começam com os depoimentos de cinco testemunhas de acusação na ação penal que investiga o ex-ministro Antônio Palocci, o empresário Marcelo Odebrecht e mais 13 pessoas.

Todos foram denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro e foram alvos da 35ª fase da Lava Jato, a Omertá, deflagrada em setembro de 2016. Palocci e Marcelo Odebrecht estão presos na carceragem da Polícia Federal (PF) na capital paranaense.

Os depoimentos de hoje ao juiz Sérgio Moro, que volta de férias após seis semanas, são os dos executivos da empresa UTC, Ricardo Pessoa e Walmir Santana, e dos empresários Vinícius Veiga Borin, Marco Pereira de Sousa Bilinski e Luiz Augusto França. Todos assinaram acordos de delação premiada com a Justiça.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Palocci e a construtora Odebrecht teriam estabelecido um “amplo e permanente esquema de corrupção” entre 2006 e 2015. O esquema envolveria o pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores (PT). Os procuradores do MPF afirmam que o ex-ministro teria atuado de modo a garantir que a empreiteira vencesse licitação da Petrobras para a contratação de 21 sondas.

Entre os denunciados no processo aparecem também o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, o ex-marqueteiro do PT João Santana, a publicitária Mônica Moura, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa e João Carlos Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil.

À época em que foram feitas, as prisões foram criticadas pela defesa de Palocci. Os advogados disseram que tudo ocorreu no estilo “ditadura militar”, de maneira secreta, e negaram as acusações, que consideraram vazias. O diretório nacional do partido classificou o fato como espetáculo pré-eleitoral, já que aconteceu seis dias antes das eleições municipais.