Operação Lava Jato
Compartilhar

Marqueteiro do PT é alvo da 23ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (22) a Operação Acarajé – 23ª fase da Operação Lava Jato -, que tem como..

Redação - 20 de abril de 2016, 15:02

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (22) a Operação Acarajé – 23ª fase da Operação Lava Jato -, que tem como alvo o marqueteiro João Santana, que trabalhou nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. O marqueteiro está fora do País e não foi encontrado em sua casa, em Salvador, pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (22).

No sábado, a defesa do marqueteiro João Santana protocolou petição na qual informava ao juiz federal Sergio Moro que prestaria depoimento tão logo fosse convocado pelo magistrado, responsável pelos processos relativos à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras.

A petição foi uma reação ao despacho em que Moro negou o acesso de Santana ao inquérito sobre pagamentos da empreiteira Odebrecht supostamente feitos a ele e no qual apontou que o marqueteiro poderia “antecipar-se à conclusão da investigação e esclarecer junto à autoridade policial seu eventual relacionamento com o grupo Odebrecht”.

A manifestação assinada pelos criminalistas Fábio Tofic Simantob e Débora Gonçalves Perez aponta que Santana e a mulher dele, Mônica Moura, estão à disposição de Moro e de outras autoridades “para prestar todos os esclarecimentos necessários à descoberta da verdade”

Operação Acarajé

A 23ª Fase da Operação Lava Jato foi denominada Acarajé em alusão ao termo utilizado por alguns investigados para nominar dinheiro em espécie. Teria sido preso também o suspeito de ser operador de propinas Zwi Skornik. Estão em andamento buscas e apreensões ainda na sede da construtora Norberto Odebrecht, em São Paulo.

O nome da operação, Acarajé, é uma referência ao apelido usado pelos alvos para designar dinheiro. A operação cumpre 51 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva.

Cerca de 300 policiais federais cumprem mandados nos estados da Bahia (Salvador e Camaçari), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Petrópolis e Mangaratiba) e São Paulo (São Paulo, Campinas e Poá).

“O foco das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares, a partir de representação da autoridade policial, relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas; um operador de propina no âmbito da Petrobras, e um grupo recebedor, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior em valores que ultrapassam 7 milhões de dólares’, diz a PF em comunicado oficial.

Os presos serão trazidos para a Superintendência da Policia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição do juízo da 13ª Vara da Justiça Federal.

Será concedida entrevista coletiva ás 10h no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. situada na Rua Sandália Monzon, 210, no bairro Santa Cândida.