Operação Lava Jato
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Moro acata denúncia contra marqueteiro do PT e Mônica Moura

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, aceitou a denuncia cont..

Andreza Rossini - 29 de abril de 2016, 19:26

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, aceitou a denuncia contra o marqueteiro do PT João Santana e a esposa dele, Mônica Moura, nesta sexta-feira (29). O ex-presidente do grupo da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht e outras 14 pessoas estão envolvidas na denúncia, e passam a ser réus da operação.

As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) na quinta-feira (28), com origem na 23ª fase da Operação, batizada de Acarajé; que investiga os pagamentos feito pelos marqueteiros referentes a campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) e na 26ª fase, chamada de Xepa, que suspeita de um departamento responsável pelo pagamento de propina dentro da Odebrecht.

Marcelo Odebrecht responde a outros dois processos na primeira instância e já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão. João Santana e Mônica Moura ainda não eram considerados réus na operação.

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Veja a lista dos acusados: 

  1.  Ângela Palmeira Ferreira - funcionária da Odebrecht considerada a pessoa "chave" para o pagamento de propina e lavagem de dinheiro.
  2. Fernando Migliacci da Silva - ex-executivo da Odebrecht
  3. Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho - funcionário da Odebrecht,
  4. Marcelo Bahia Odebrecht - presidente do grupo Odebrecht
  5. João Cerqueira de Santana Filho - marqueteiro do PT
  6. Monica Reginha Cunha Moura - esposa de João Santana, marqueteiro do PT
  7. Olívio Rodrigues Júnior - funcionário da Odebrecht
  8. João Vaccari Neto - ex-tesoureiro do PT
  9. Maria Lúcia Guimarães Tavares - ex-funcionária da Odebrecht e delatora
  10. Marcelo Rodrigues - funcionário da Odebrecht
  11. Luiz Eduardo da Rocha Soares - funcionária da Odebrecht
  12. Isaías Ubiraci Chaves Santos - funcionária da Odebrecht

Os envolvidos tem o prazo de dez dias para apresentar defesa. Maria Lúcia Tavares tem acordo de delação premiada e precisa apresentar a defesa dentro de dez dias úteis.