Operação Lava Jato
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Moro autoriza transferência de Branislav Kontic para presídio

O juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir a Operação Lava Jato, aceitou o pedido do delegado da Polícia Feder..

Fernando Garcel - 03 de outubro de 2016, 12:23

O juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir a Operação Lava Jato, aceitou o pedido do delegado da Polícia Federal (PF) Igor Romário de Paulo e autorizou nesta segunda-feira (3) a transferência do ex-assessor de Antonio Palocci, Branislav Kontic, da Superintendência da PF para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Na petição, a PF alega que a transferência de Branislav teve motivos médicos. "Branislav Kontic foi levado no último sábado ao Hospital Santa Cruz nessa capital para acompanhamento médico e a realização de exames", diz trecho do documento.

Também estão presos no Complexo Médico Penal o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), entre outros investigados e condenados pela Operação Lava Jato.

Operação Omertà

O ex-assessor e o ex-ministro Antonio Palocci foram presos temporariamente durante a deflagração da 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Omertà, e tiveram seus mandados convertidos para prisão preventiva, quando não há prazo para libertação dos investigados, na última sexta-feira (30). A PF e o Ministério Público Federal (MPF) sustentam que os investigados tentaram destruir provas durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão da operação.

Para Moro, enquanto não houver o rastreamento do dinheiro e a identificação da sua localização há “risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação”. O juiz determinou o bloqueio de R$ 128 milhões das contas bancárias do ex-ministro e de Branislav.

São investigadas na Operação Omertà 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. O relatório do delegado federal Filipe Hille Pace relacionou os alvos da investigação. “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitindo vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

> À PF, Palocci diz que não é o “italiano”

São investigados pagamentos feitos ao PT, por meio de depósitos pela Odebrecht intermediados por Antônio Palocci: R$ 33,3 milhões via offshores ao casal João Santana e Mônica Moura, além de R$ 10 milhões por meio da empresa Shelbil,  R$ 44 milhões recebidos por Jucelino Dourado (ex-assessor de Palocci) e outros R$ 7 milhões em 2012.