Operação Lava Jato
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Moro interroga Delcício do Amaral e mais três delatores em processo contra Lula

O juiz Sérgio Moro vai interrogar nesta segunda-feira (21) quatro testemunhas de acusação no processo contra o ex-presid..

Mariana Ohde - 21 de novembro de 2016, 08:41

O juiz Sérgio Moro vai interrogar nesta segunda-feira (21) quatro testemunhas de acusação no processo contra o ex-presidente Lula relacionado à Operação Lava Jato.

Essa é a primeira audiência na Justiça Federal do Paraná na ação penal contra o ex-presidente Lula e a esposa dele, Marisa Letícia. Os interrogatórios começam às 14h. O juiz Sérgio Moro vai ouvir quatro testemunhas de acusação, que também são colaboradores da Lava Jato: o ex-senador Delcídio do Amaral, que foi líder do Governo Dilma no Senado, o ex-executivo da Toyo, Augusto de Mendonça Neto, e os ex-diretores da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e Eduardo Leite.

Eles devem participar pessoalmente da audiência e, como são delatores, não podem ficar em silêncio. A pedido da defesa, Moro dispensou a presença de Lula e Marisa Letícia. Mais oito testemunhas de acusação, sendo sete colaboradores, serão ouvidos na quarta e na sexta-feira, entre eles, o doleiro Alberto Youssef e os ex-diretores da Petrobras, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, também será interrogado.

Além do ex-presidente e de Marisa Letícia, a ação penal tem mais seis réus que respondem por corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que a OAS repassou R$ 3,7 milhões em propina a Lula através da reforma de um tríplex no Guarujá e do armazenamento de bens retirados do Palácio do Planalto. O Ministério Público Federal também classificou o ex-presidente como o “comandante máximo do esquema de corrupção da Petrobras”.

Na agenda de audiências da Lava Jato na semana também constam os primeiros depoimentos das testemunhas de defesa do ex-deputado Eduardo Cunha. Estão previstos nove interrogatórios na quarta e na quinta-feira, incluindo delatores como Delcídio do Amaral e Nestor Cerveró, além do pecuarista José Carlos Bumlai. Eduardo Cunha está preso há mais de um mês, acusado de receber propina desviada de um contrato da Petrobras para exploração de petróleo na África.