Operação Lava Jato
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Moro marca interrogatório de Cunha para fevereiro

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância marcou nesta quarta-..

Narley Resende - 14 de dezembro de 2016, 11:46

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância marcou nesta quarta-feira (14) o interrogatório do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba desde o dia 19 de outubro. O interrogatório será no dia 7 de fevereiro, às 15h, na sede da Justiça Federal de Curitiba.

Nesta quarta, o juiz ouviu na manhã desta quarta-feira a última testemunha no processo em que Cunha é acusado de receber propina para na compra dos campos de petróleo em Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

O advogado José Tadeu Chiara, ouvido hoje, explicou o funcionamento de trusts. Ele disse que "quando se entrega o dinheiro para uma trust gerenciar, ele deixa de ser sua propriedade. Logo, não precisa ser declarado. E que o trustee tem autonomia para gerenciar o dinheiro".

Por motivos de saúde, Chiara – que já foi ouvido como testemunha de defesa na Câmara Federal, quando Cunha era presidente da Câmara e respondia a um processo no Conselho de Ética - precisou remarcar duas vezes o depoimento como testemunha de defesa na Lava Jato. Mesmo assim, a defesa de Cunha insistiu no depoimento.

Veja a íntegra:

Ao todo, 22 pessoas foram indicadas pelos advogados de Eduardo Cunha. As audiências dessa fase do processo começaram no mês de novembro. Cunha acompanhou pessoalmente todos os depoimentos das testemunhas.

Penitenciária

Até o dia do depoimento ao juiz Sérgio Moro, Cunha deve permanecer preso. Ele já perdeu recursos com pedidos de soltura. O juiz aguarda posicionamento do Ministério Público Federal para decidir se vai transferir Cunha ao Complexo Médico-Penal, em Pinhais, para junto de outros presos da Lava Jato. O pedido foi feito pela Polícia Federal para liberar espaço na Superintendência em Curitiba.

O ex-deputado é réu na Justiça Federal do Paraná e foi preso preventivamente por determinação do juiz Sérgio Moro, depois que teve o mandato cassado e perdeu o foro privilegiado. Ele responde por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Os procuradores do MPF mantém a prisão de Cunha alegando que há possibilidade de fuga dele para o exterior, onde o ex-parlamentar teria recursos escondidos.