Operação Lava Jato
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Moro oficia Temer e Lula sobre depoimento no caso Cunha

O juiz federal Sérgio Moro emitiu, nesta terça-feira, ofícios às testemunhas arroladas pelo ex-deputado federal E..

Andreza Rossini - 08 de novembro de 2016, 18:01

O juiz federal Sérgio Moro emitiu, nesta terça-feira, ofícios às testemunhas arroladas pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha na ação penal que responde relativa à Operação Lava Jato na 13ª vara federal de Curitiba. Entre as testemunhas, há uma série de deputados federais, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do atual presidente da República, Michel Temer.

Aos deputados, Sérgio Moro deu a possibilidade de escolherem entre três datas e horários para serem ouvidos a partir da sede da Justiça Federal de Brasília. A Michel Temer, o magistrado concedeu prazo de cinco dias para que responda de que forma prefere ser ouvido (pessoalmente, por videoconferência ou, por escrito, prerrogativa do presidente da República – forma como a qual Dilma Rousseff, quando no cargo, depôs no caso Odebrecht). A Lula, que não exerce nenhum cargo com prerrogativa de foro, Moro determinou que a audiência ocorra no próximo dia 30 de novembro, às 17h30, por videoconferência a partir da Justiça Federal de São Paulo.

As audiências desta ação penal começam no dia 18 de novembro e prosseguem até o fim do mês. Eduardo Cunha foi preso no dia 19 de outubro, em Brasília, por determinação do juiz Sérgio Moro e desde então permanece detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Cassado no mês de setembro, ele responde a dois processos criminais na primeira instância. O político é acusado de receber propinas em contrato de exploração de Petróleo na África e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Os advogados do ex-parlamentar têm negado as acusações, tanto que pediram que a denúncia seja rejeitada. Eles criticam o Ministério Público Federal dizendo que os procuradores ainda não explicaram qual a participação de Eduardo Cunha no esquema descoberto na Petrobras. Segundo as investigações, Cunha teria recebido o equivalente a R$ 2,4 milhões (dois milhões e quatrocentos mil reais) por atuar na aquisição, pela estatal, de um campo de petróleo na República do Benin, em 2011. O ex-deputado também é acusado de receber pelo menos U$ 5 milhões (cinco milhões de dólares) por desvio de recursos em contratos da Petrobras na compra de navios-sonda.