Operação Lava Jato
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Moro nega transferência de Léo Pinheiro, Cunha e Genu

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância indeferiu nessa segunda-feira..

Narley Resende - 13 de dezembro de 2016, 10:47

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância indeferiu nessa segunda-feira (12) o pedido da Polícia Federal (PF) para transferir para penitenciária o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro.

A PF pediu a transferência de Pinheiro, do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu. Os três estão detidos na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Em relação a Cunha e Genu, o juiz Sérgio Moro disse no despacho publicado no sistema da Justiça Federal que quer ouvir o Ministério Público Federal (MPF) antes de decidir pela remoção.

A PF pediu que ambos sejam levados para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana, onde estão outros presos da Operação Lava Jato. O argumento é o mesmo utilizado em pedidos anteriores: o de que a carceragem está próxima do limite e por isso é necessário transferir os presos.

A Superintendência da PF abriga 12 presos da Operação Lava Jato. O mais recente é o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB). Entre os presos estão o ex-ministro Antônio Palocci e o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

Léo Pinheiro

Léo Pinheiro deve ser a última testemunha de acusação a ser ouvida no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que investiga a propriedade do triplex no Guarujá (SP). O depoimento está marcado para a sexta-feira, dia 16, na sede da Justiça Federal em Curitiba.

Em outubro, Moro já havia negado transferência de Léo Pinheiro após pedido da defesa. Apesar de o Ministério Público Federal refutar o argumento de que Léo Pinheiro estaria negociando delação premiada e que, por isso, precisaria ficar na sede da PF para novos depoimentos, afirmando que não há qualquer negociação de acordo com o réu, Sérgio Moro acatou o argumento da defesa do empreiteiro de que sua transferência poderia acarretar risco a sua segurança por conta de sua disposição em delatar.

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha está preso preventivamente em Curitiba desde o dia 19 de outubro, a mando do juiz Sérgio Moro. O político é acusado de receber propinas em contrato de exploração de Petróleo na África e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Este processo está na fase de oitivas de testemunhas de defesa. Cunha tem acompanhado pessoalmente, conforme garante a lei, a todos os depoimentos na Justiça Federal.

João Claudio Genu

A defesa do ex-tesoureiro do Partido Progressista João Claudio Genu aguarda decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) sobre recurso contra sentença de oito anos e oito meses de prisão dada pelo juiz federal Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato. Ele foi condenado pelo crime de corrupção. A sentença foi proferida por Moro no dia 2 de dezembro.