Operação Lava Jato
Compartilhar

Temer vai depor por escrito em defesa de Cunha na Lava Jato

Da BandNews CuritibaO presidente Michel Temer (PMDB) encaminhou ofício ao juiz federal Sérgio Moro informando que..

Andreza Rossini - 11 de novembro de 2016, 17:50

Da BandNews Curitiba

O presidente Michel Temer (PMDB) encaminhou ofício ao juiz federal Sérgio Moro informando que vai prestar depoimento por escrito na ação contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Agora os advogados de Cunha terão um prazo para formular as perguntas a serem respondidas pelo presidente. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) indicou Michel Temer como testemunha de defesa em ação penal na Operação Lava Jato. Em defesa prévia, o deputado cassado listou o nome de 22 pessoas para deporem em favor dele.

Além de Temer também está na lista o ex-presidente Lula, que já teve a audiência marcada para o dia 30 de novembro. O depoimento será tomado por meio de uma videoconferência da Justiça Federal de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Ainda são testemunhas de Cunha, o ex-ministro do Turismo e de Governo Henrique Alves (PMDB-RN), e o ex-deputado João Paulo Cunha (PT).

As audiências desta ação penal começam no dia 18 de novembro e prosseguem até meados de dezembro. Eduardo Cunha foi preso no dia 19 de outubro, em Brasília, por determinação do juiz Sérgio Moro e desde então permanece detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Cassado no mês de setembro, ele responde a dois processos criminais na primeira instância. O político é acusado de receber propinas em contrato de exploração de Petróleo na África e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Os advogados do ex-parlamentar têm negado as acusações, tanto que pediram que a denúncia seja rejeitada. Eles criticam o Ministério Público Federal dizendo que os procuradores ainda não explicaram qual a participação de Eduardo Cunha no esquema descoberto na Petrobras. Segundo as investigações, Cunha teria recebido o equivalente a R$ 2,4 milhões (dois milhões e quatrocentos mil reais) por atuar na aquisição, pela estatal, de um campo de petróleo na República do Benin, em 2011. O ex-deputado também é acusado de receber pelo menos U$ 5 milhões (cinco milhões de dólares) por desvio de recursos em contratos da Petrobras na compra de navios-sonda.