Operação Lava Jato
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Vaccari, executivos da Carioca Engenharia e mais três são indiciados pela PF

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor Renato Duque e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, e mais trê..

Narley Resende - 08 de novembro de 2016, 10:59

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor Renato Duque e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, e mais três investigados foram indiciados pela Polícia Federal em um inquérito da Operação Lava Jato envolvendo a empresa Carioca Engenharia. Eles vão responder por crimes como corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O inquérito investiga pagamentos de propina feitos pela Carioca Engenharia em obras como o Terminal Aquaviário Barra do Riacho (TABR) e GNL da Bahia. Assinado pela delegada da Polícia Federal Renata da Silva Rodrigues, o indiciamento foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal, no Paraná, no  dia 4 de novembro.

Em delação premiada, os executivos da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco Júnior e Ricardo Pernambuco, relataram pagamentos de vantagens indevidas a João Vaccari, Renato Duque e Pedro Barusco. Eles também foram indiciados nesta ação, por corrupção ativa, associação criminosa e crime contra a ordem tributária.  O lobista Mario Góes foi indiciado por lavagem de dinheiro.

Veja a íntegra do Relatório Final da PF e do Indiciamento.

“Os recursos foram pagos em espécie a Vaccari, por meio do ‘caixa dois’ da Carioca, o qual contava, entre outras, com empresas do grupo de Adir Assad, já denunciado por sua atuação continuada como lavador de dinheiro”, diz a PF no relatório.

Segundo os delatores da Carioca, Pedro Barusco recebeu, por meio de Mário Góes (ambos delatores), "vantagem indevida paga pelos executivos da Carioca Engenharia, entre 2008 a 2012, a fim de influenciar nos contratos do Gasoduto Coari-Manaus, Píer de GNL e Terminal Aquaviário de Barra do Riacho", diz o documento.

"Os recursos foram pagos em espécie e também por meio de transferências para contas no Exterior controladas por Mario Góes, de forma a dissimular a origem ilícita dos recursos”, afirma a delegada federal Renata da Silva Rodrigues.

Defesa

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que representa de João Vaccari, reitera que o ex-tesoureiro do PT jamais arrecadou valores de origem ilícita. Segundo D’Urso, todos os valores captados por Vaccari foram contabilizados no caixa do PT e declarados à Justiça Eleitoral.