Youssef deixará prisão em 17 de novembro

Roger Pereira


Cumprindo determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o doleiro Alberto Yousseff, delator da Operação Lava Jato, a progredir para o regime de prisão domiciliar depois do cumprimento de dois anos e oito meses de pena, o juiz federal Sérgio Moro determinou, nesta quinta-feira, as regras para que o doleiro deixe o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 17 de novembro.

Preso em 17 de março de 2014, Alberto Youssef fechou acordo de delação premiada com a previsão de cumprimento de três anos de prisão em regime fechado. O acordo, no entanto, foi revisto pelo STF, que antecipou a progressão do regime de prisão do colaborador.

Nos quatro meses restantes para completar os três anos, Youssef ficará detido em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. O juiz dispensou escolta policial ao delator. “Considerando que Alberto Youssef já terá cumprido a maior parte da pena fixada em regime fechado, parece improvável que intente fuga nos quatro meses remanescentes em prisão domiliciar. Além disso, há custos com escolta que dificultariam a sua realização”, despachou.

Durante esse período, o doleiro só poderá receber visitas dos advogados e familiares, entre as 8h e as 12h. Yousseff só poderá sair de casa para ir à academia do condomínio. O doleiro poderá ter um celular a sua disposição, mas o aparelho poderá ser grampeado e as ligações restritas, também, a advogados e familiares, além de ligações de emergência.

Após os quatro meses, Youssef progredirá para o regime aberto, tendo liberdade de ir e vir, com a ressalva que, se voltar a cometer algum ato criminoso, o acordo é desfeito e Youssef passa a responder a todos os processo que foi acusado. Só nos nove casos em que já foi condenado, o doleiro acumula pena de 121 anos e 11 meses de prisão.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal