A miséria do toma-lá-dá-cá na visão do senador Oriovisto Guimarães

O povo brasileiro já anda por demais sofrido e castigado pelo abandono. O brasileiro não quer muito. Apenas ser reconhec..

Pedro R. - 29 de janeiro de 2021, 18:28

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O povo brasileiro já anda por demais sofrido e castigado pelo abandono. O brasileiro não quer muito. Apenas ser reconhecido, valorizado e que não lhe surrupiem sua autoestima e o suado dinheiro do imposto que paga. Ele quer, também, que o governante tenha o essencial, tudo o que o país mais precisa na política, ou seja, honestidade, compromisso com a ética e a verdade e respeito pela cidadania.

Mas, o que estamos vendo, hoje, não é nada disso. Jair Bolsonaro vem dando um péssimo exemplo aos brasileiros que depositaram confiança e os elegeram presidente da Nação com base em promessas e propostas de acabar com a sacanagem que há anos roubam o país. O que ele está fazendo agora, com a compra de votos no Congresso Nacional é uma prática delinquente de fisiologismo criminoso. E ele vem fazendo isso com orgulho e soberba.

O senador paranaense, Oriovisto Guimarães, que chegou ao Congresso Nacional com energia e propósitos de mudança, de colaboração com as instituições democráticas para que o país alcance seu lugar junto às nações desenvolvidas, parece que também está desiludido. Ele está no palco da comédia de horrores e não suporta o papel. Em artigo especial ao Paraná Portal, ele conta o que está acontecendo no País e o que ele queria para o povo e à nação. O pior: antecipa cenas mais deprimentes que estão para serem apresentadas (Pedro Ribeiro)

ARTIGO: SENADOR ORIOVISTO GUIMARÃES (PODEMOS)

Política, hoje, no parlamento brasileiro, é feita com base no mais explícito toma-lá-dá-cá que já existiu em toda a história da República.

Apenas nos últimos dias, foram distribuídos R$3.000.000.000,00 (três bilhões de reais) em forma de emendas que beneficiaram diretamente 250 deputados e 35 senadores, além de muitos cargos e de uma possível reforma ministerial muito em breve.

Tudo para que os candidatos à presidência do Senado e da Câmara, apoiados por Bolsonaro, vençam as eleições.

Na política atual já não existem mais ideal, programas partidários, pensamento estratégico de longo prazo preocupado com o futuro do Brasil, de nossos filhos e netos.

Hoje o PT apoia o candidato de Bolsonaro para presidente do Senado.

O MDB comete traição explícita contra Simone Tebet, candidata do próprio partido, em troca de cargos na Mesa Diretora.

Imagine por um momento que a maioria dos homens e mulheres esquecessem o amor desinteressado e se relacionassem apenas por interesse!

Teríamos, sem dúvida, um mundo horroroso. Um mundo sem poesia, sem caridade, sem ideais, sem preocupação com o bem comum. Um mundo onde seria muito triste viver.

Pois posso lhes dizer que hoje é muito triste ser Senador da República. O espetáculo é dantesco.

Se olharmos um pouco para a frente, o que teremos será um parlamento sem independência, servo do Poder Executivo.

A própria democracia brasileira estará irremediavelmente comprometida.

Em outubro próximo, com a aposentadoria do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, Bolsonaro terá maioria no STF (6x5), então, em vez de três Poderes independentes, teremos um Poder Executivo hipertrofiado.

Nosso destino como nação estará, quase que totalmente, nas mãos de um único homem. O sistema de pesos e contrapesos, que sustenta o regime democrático, estará comprometido.

Se o Brasil for conduzido por esse homem da mesma forma como ele tem nos conduzido para enfrentar a pandemia do coronavírus, então será melhor, para a felicidade geral da nação, que a sociedade civil organizada, pacificamente, se manifeste, e que seu clamor seja ouvido por aqueles que só pensam em seus próprios interesses e ocupam nossos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Senador Oriovisto Guimarães, PODE-PR