Briga de rua em território dominado

Jornalista Alceo Rizzi comenta sobre processo democrático e as perrengas entre Bolsonaro e o TSF

Pedro Ribeiro - 02 de maio de 2022, 08:55

Foto/Divulgação
Foto/Divulgação

 

Por Alceo Rizzi

STF parece estar disposto a dar milho pra bode e a alimentar a escalada retórica conspiratória e delinquente da psicopatia presidencial contra a  Democracia  no País.

 Neste dia, três ministros do STF,  responsáveis antes, agora e depois pelo processo eleitoral, novamente alimentam noticiário, aceitam dar trela à pauta de crise institucional criada e alimentada pela presidência, a  pretexto  de manifestarem resistência.

Poderiam deixar o  acometido sujeito apenas com seu monólogo. Quanto mais abrem a boca, mais encrenca aparece, mesmo que não queriam.

E não adianta verbalizar bravatas, como também fazem, garantindo isso ou aquilo,  em contraponto às aberrações e à insanidade manifestadas por quem parece ter domínio, por ofício e cultura, semelhante ao de lideranças criminosas de gangues de rua. Isso para ser condescendente.

Nesse território, ministros do STF não são páreos, ainda que se esforcem e tentem, mesmo havendo no âmbito da instituição alguns com pretensa prática  eventual e conhecimento do mundo cão, passíveis de questionamentos éticos, próximos de suspeições.

Nesse diapasão, a coisa parece cada vez mais próxima à  arruaça de brigas de gangues de ruas em território já dominado. Estímulo à quem só a baderna interessa

 CHEGA A DAR PENA

 

Por mais repulsa que haja aos governos petistas e a seu líder,  o ex-presidente  Lula, candidato novamente ao cargo, difícil imaginar que a parcela da direita civilizada e com certo  discernimento cívico, esteja satisfeita com atos daqueles que se dizem seus representantes.

E que aprove manifestações e decisões do presidente e de seu séquito de delinquentes contra o STF, ainda que não esteja satisfeita com a alta corte da justiça e alguns de seus ministros.

Do jeito que a coisa anda, não será nenhum despropósito imaginar que logo à frente essa parcela sinta-se com algum desconfortável pejo em se identificar como tal.

Não haveria desmerecimento, para isso serve a democracia, para se conviver com divergências de opiniões, para que não haja crimes de consciência e a liberdade de expressão assegurada.

 Mas, para fechar esta semana com chave de ouro e coisas fora de eixo, depois de o presidente indultar o marombado delinquente e brutamontes também deputado federal  condenado pelo STF, reaparece  em cena o indelével e indefectível semi-analfabeto ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, também proclamando " eu já sou líder da direita". Convenha-se, ninguém merece.

Chega a dar até uma certa pena!!

Alceo Rizzi é jornalista e colaborador do Paraná Portal