A performance do Fundo Paraná

Renato Follador

Há anos, digo que não há aposentadoria digna fora da previdência privada.

A previdência social é importante em qualquer nação, mas nunca passará de uma previdência básica, para evitar a miséria do idoso e do incapaz.

Aqui mesmo, nesta reforma, o ministro Paulo Guedes, tentou implantar a capitalização, de forma errada na minha opinião, pois tem que haver contribuição patronal. Não passou agora, mas podem estar certos que virá em seguida como obrigação e não como opção.

Àqueles que ainda torcem o nariz, pergunto: por que as maiores multinacionais e estatais no mundo todo oferecem previdência privada para seus colaboradores? Afinal, teoricamente, não é lá que estão as melhores cabeças?

Mas vamos aos fatos: o Fundo Paraná, que eu presido, completa agora 15 anos. É um ótimo espaço de tempo para fazer uma análise.

Quando fazemos uma previdência privada, é estabelecida uma meta atuarial, ou seja, quanto vai render o investimento de nossa poupança previdenciária anualmente.

A meta do Fundo Paraná é de 4,5% acima do INPC. Ou seja, 4,5% real todo ano.

Vamos aos resultados. Temos 3 tipos de planos: agressivo, que investe 40% em fundo de ações, moderado, 20% e conservador 5%.

A rentabilidade foi, respectivamente, de 361%, 328% e 329% ou agressivo 11,19% ao ano, moderado 10, 61% e conservador 10,64%. Lembram, a meta é 4,5%.

Os que investiram nesse fundo vão receber uma aposentadoria melhor até do que a que projetaram. E tivemos 3 crises brutais nesse período.

A propósito, estou me aposentando por ele agora

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