A vida é muito para ser insignificante

Renato Follador


Prancheta 1

“As rugas do espírito nos fazem velhos mais rapidamente que as rugas do rosto.”

A sabedoria de Montaigne descreveu a forma de envelhecer antes de ficar idoso.

Sim, tem muitos que envelhecem muito antes na cabeça e depois no corpo.

A velhice começa quando sobra memória e falta esperança, quando começamos a reclamar ao invés de sonhar, quando preferimos a rotina ao inusitado, quando valorizamos o passado e menosprezamos o futuro.

Quem não conhece alguém com aquela famosa frase na boca: “ah, no meu tempo”, como se seu tempo já tivesse passado.

Inconscientemente, quem repete inúmeras vezes essa frase, não vive mais, apenas vaga entre nós.

Aprendi com a vida que o ser humano não envelhece quando sua pele enruga, mas quando encolhem seus sonhos e esperanças. São os velhos precoces, que desperdiçam os anos extras que a longevidade está nos dando.

Mas tem outro tipo de velho, que prefere ser chamado idoso. É o entusiasmado com as novas tecnologias, que usa smartphone, faz amigos nas redes sociais, que pratica esportes, que viaja para descobrir novos lugares e culturas. São os otimistas e para quem o dia de hoje jamais será o último de uma longa jornada, mas o primeiro do resto de sua vida. O velho que não envelhece, que amadurece.

Aquele que segue o que Charles Chaplin ensinou: “Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve a viver intensamente. A vida é muito para ser insignificante”.

 

 

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