Abra o olho

Renato Follador

Amigos da CBN, prestem atenção no que vou falar, para não se arrependerem lá na frente.
Quem tem previdência privada, acha que resolveu seu problema de renda para a velhice.
Não, pois pode se frustrar no momento de usufruí-la.
Quem está num fundo de pensão, que não tem finalidade lucrativa, ou seja, cada centavo acumulado tem que ser repassado para a aposentadoria, pode dormir tranquilo.
Agora, quem tem PGBL ou VGBL de banco ou seguradora, que tem finalidade lucrativa, abra o olho.
Vou explicar: ao fazermos a inscrição no plano, eles nos mostram uma projeção da rentabilidade, da poupança previdenciária e do valor que teremos na hora da aposentadoria. Isso se chama meta atuarial.
Ocorre que muitas instituições, para captar o cliente, fazem projeções superestimadas, com meta atuarial alta, às vezes incompatível com economias equilibradas e no longo prazo.
O pecado é o cliente não acompanhar anualmente se a projeção está se verificando.
Vou dar um exemplo: vamos imaginar que você tem 35 anos e estimou uma aposentadoria de R$ 7.000,00 aos 65 anos. A contribuição será de uns R$ 773,00.
Pois bem, por trás desse cálculo, está uma taxa real de juros, acima da inflação, de 8%, algo impensável numa economia equilibrada.
Nunca acredite em simulação com taxa real acima de 4,5%.
Pois bem, essa pessoa da simulação, se não olhar isso sempre, vai se decepcionar com uma aposentadoria, não de R$ 7.000,00, mas de R$ 3.800,00 aos 65 anos. Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483.

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