Alzheimer

Renato Follador


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É uma tristeza ter um parente querido com Alzheimer. Vê-lo esquecer nosso nome, não saber terminar uma frase, não conseguir andar nem controlar mais suas funções fisiológicas e ter os delírios paranóicos dessa avassaladora doença.

Mas, como evitá-la? Uma descoberta da Neurociência, em 2000, revelou que o cérebro mantém a capacidade de crescer e mudar o padrão de suas conexões. E que a neuróbica, ou aeróbica dos neurônios, é um exercício cerebral fundamental.  

Olha, cerca de 80% do nosso dia-a-dia é de rotinas, que acomodam nosso cérebro.
O remédio é quebrá-las, fazer ao contrário algumas vezes, criando novos circuitos neurais, substituindo os afetados pela idade e pela mesmice.
Tudo vale: usar o relógio no outro braço, escovar os dentes com a mão contrária, vestir-se de olhos fechados e fazer um novo caminho para ir ao trabalho. Até para desviar do alemão. 

Além disso, o hábito de ler e escrever ajuda muito. 

Por fim, inventar novos objetivos e desafios, forçar a memória e o raciocínio, manter-se interessado no mundo, nas pessoas e no futuro.

Os russos dizem que é melhor morrer de vodka do que de tédio.

Já eu aprendi uma coisa interessante na vida; e contraditória. Nunca devemos chegar ao topo, pois dali só há um caminho: a descida.

Antes, eu ensinava a guardar dinheiro para parar de trabalhar. Agora, a poupar para diminuir o ritmo de trabalho na velhice.

 

 

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