Ansiedade

Renato Follador


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Impera hoje a insaciabilidade do ser humano. A chamada “síndrome do parque de diversões”, ou seja, estar num brinquedo pensando já no próximo.

Aliado a isso, hoje, há uma disponibilidade cada vez maior para o consumo, para o emprego e para os relacionamentos.

Não está satisfeito, troca o celular, a empresa e o companheiro sem pensar duas vezes ou nas consequências.

Como disse um dia dos maiores intelectuais- o sociólogo Zygmut Bauman- a modernidade é líquida, fluida. Não há tempo necessário para condensar nada. Nada é feito para durar. Tudo muda muito rápido.

Além disso, a modernidade gera uma ansiedade absurda. Nada que precise de tempo de maturação vai dar certo, pois impera o imediatismo.

Trazendo isso para meu campo de atuação, a previdência privada, é absurdo o número de pessoas que só pensam no momento atual, que sacam suas reservas previdenciárias rotineiramente diante de uma rentabilidade pontual ruim ou num momento de crise, desistem no meio do caminho de poupar para o futuro, pela tentação de usar a grana para consumo.

Olha, assalariado só consegue vida boa na velhice tendo a disciplina de plantar semente por semente, a perseverança de não desistir e a paciência de esperar a árvore crescer e dar os frutos dos quais viverá na inatividade.

Assim, a luta, hoje, é ir contra a maré. Nossos pais tinham repressão e pouca opção. Nós, liberdade e variedade, sem contar a irresponsabilidade de muitos.

 

 

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