Aposentadoria gradativa

Renato Follador

O primeiro ato do novo presidente, seja quem for, vai ser a reforma da previdência.
Ontem, numa palestra, lembraram de uma ideia que lancei no ano passado: a aposentadoria gradativa.
Há 30 anos, ensino as pessoas a guardar dinheiro para ter renda e manter o padrão de vida na velhice, sem precisar mais trabalhar.
Com o aumento da longevidade, a evolução tecnológica e as doenças degenerativas, fruto da inatividade, fui mudando minhas convicções.
Hoje, ensino a acumular reservas previdenciárias para diminuir o ritmo de trabalho conforme a idade for aumentando. Afinal, sem objetivo na vida, sem uma razão para levantar de manhã, a morte avança. E o Ahlzeimer, o Parkinson e outras doenças estão aí para comprovar.
Por que, então, não ir diminuindo gradualmente o ritmo de trabalho com a previdência social pagando as horas que o trabalhador deixasse de produzir para a empresa?
Exemplo: a partir dos 55 anos, ao invés de 8 horas diárias, o trabalhador prestaria serviços por 6 horas que seriam pagas pelo patrão. As 2 horas que ele deixaria de trabalhar seriam pagas pelo INSS. Aos 60 anos, 4 horas de trabalho e 4 de aposentadoria. E aos 65 anos, 100% de aposentadoria do INSS.
Uma aposentadoria gradativa, que diminuiria o desemprego, de enorme valor para as empresas, com transferência gradual de conhecimento dos mais maduros, e solução mais barata para todos.
Vamos torcer para a criatividade vencer imbecilidade no próximo governo.

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