A meta atuarial e a tua aposentadoria

Renato Follador


A previdência privada é financiada por capitalização, diferente da previdência social. O dinheiro das contribuições obrigatoriamente é aplicado no mercado financeiro para render juros e aumentar a poupança previdenciária.

Ora, se é aplicado no mercado financeiro, para garantir uma aposentadoria daqui a 20, 30 anos, precisamos estimar o quanto vai render, acima da inflação, ano a ano.

Isso se chama meta atuarial, fundamental para projetarmos nossa aposentadoria. E qualquer 0,5% no longo prazo muda muito a projeção.

Pois bem, quando criamos o Fundo da Itaipu Binacional- a FIBRA- há 32 anos, a meta atuarial que estabelecemos era 6%.

Vivíamos época de inflação estratosférica e juros básicos da economia altíssimos.

Bastava aplicar em título público federal que batíamos a meta atuarial, sem correr riscos.

Mesmo recentemente, tivemos a SELIC a 14,25% para uma inflação de 6,5%.

Mais tarde, quando criamos o Fundo Paraná, baixamos a meta atuarial para 4,5%. A inflação havia caído, a SELIC idem e seria mais difícil entregar uma rentabilidade alta sem correr riscos.

Hoje, a SELIC está em 5,5%. Para uma inflação de uns 3%, sobra uns 2,5% de juro real, bem abaixo dos 4,5% da meta atuarial.

Resumo: com a SELIC baixa, tem que investir em fundo de ações para atingir a meta atuarial.

Segundo, hoje, não acredite em bancos que projetam tua aposentadoria com meta atuarial acima de 4,5%.

Por fim, faça portabilidade para instituições que, nos últimos 5 anos, entregaram a meta atuarial.

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