Até morrer

Renato Follador


Recebi uma mensagem de uma ouvinte.

Diz ela: “eu estou supertranquila se precisar ficar sem renda. Graças à minha organização financeira, que faço há anos, posso ficar sem receber um centavo até o fim da minha vida.

Porém, teria que morrer, estourando, lá por quinta-feira!”

Em época de tanta apreensão e incertezas, uma mensagem espirituosa dessas faz a gente rir, mas também refletir sobre o nosso planejamento financeiro pessoal.

Adoro a frase: quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino. E ele, normalmente é péssimo.

Sempre ensinei que devemos guardar um pouco do que recebemos. Viver com 90% do que ganhamos acaba virando rotina e os 10% guardados garantem manter o padrão de vida na velhice. Isso eu afirmo.

Outra coisa que sempre digo é que quando me perguntam no que investir, eu devolvo com outra pergunta: Para que investir?

E aí há investimentos de curto, médio e longo prazo, com produtos completamente diferentes. O que é bom para o longo prazo, como a previdência privada, não é bom para o curto prazo.

Quem diria eu desaconselhando a previdência privada. Mas é isso mesmo.

O curto prazo é aquele de 1 ano. É dinheiro que investimos para emergências, como uma cirurgia que o plano de saúde não cobre, ou para períodos sem renda, como no desemprego ou neste agora de coronavírus.

Para aqueles que têm ouvidos para ouvir, passado esse período de lição para o mundo, lembrem-se que ninguém, ninguém mesmo se arrependeu de guardar sempre um pouco do que ganhou.

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