Crise

Renato Follador


Quanto desânimo, quanto derrotismo, quanto pessimismo! Me vem à cabeça o que pensou Santos Dumont quando o primeiro investidor rejeitou o projeto do avião, ou a entrevista de Graham Bell sobre poder comunicar-se à distância por voz, ou a ideia da lâmpada incandescente de Thomas Edison.

Penso, ainda, na determinação dos americanos após a quebra de 1929, ou mais recente, em 2008. Logo depois, o dólar voltou a ser a moeda forte, veio o crescimento econômico e empregos.

Os poloneses, talvez o povo mais sofrido do mundo, saíram de uma guerra devastados pelos alemães e, no dia seguinte, experimentaram a barbárie comunista por décadas. Hoje, a Polônia é o celeiro da Europa, economia robusta e uma das melhores qualidades de vida.

A sabedoria milenar dos chineses já definia o ideograma da palavra crise em dois significados: perigo e oportunidade. E nossos avós diziam que não há mal que sempre dure, nem bem que perdure.

Como lido com poupança de longo prazo para a velhice, aprendi a não me entusiasmar com a prosperidade nem a me desesperar com a ruína momentânea, pois tudo muda. O que não pode mudar é nossa determinação.

Charles Chaplin era gênio mudo em cena, mas, também, falando fora dela.

É dele esta frase: “bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante.”

Amigos: não existe situação desesperadora, existem pessoas que se desesperam com certas situações.

 

 

 

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